Empresas e livros III

A economia mundial sofre profundas mudanças desde o fim da segunda guerra mundial. É bem verdade que, apenas, nos últimos 40 anos ocorreram mudanças drasticas de direcionamento politico e social. Ainda resistem algumas barreiras iniciadas no século XIX. Tais como o comunismo, o terrorismo e as proteções de mercado que impedem a globalização propriamente dita. Nos Países mais atrasados a miséria social se faz presente nas “crenças”, no analfabetismo e na fome. “Na historia não existem fatos mas somente interpretações” escreveu Nietzche, filósofo alemão, lá nos idos do século XIX. São muitas as especulações sobre um possivel futuro globalizado e  digital. Porém a realidade nos mostra que a escolha individual nunca foi tão grande e as pessoas estão mais conscientes das opções que fazem. Certo e  imutavel é a necessidade que temos de desenvolvimento intelectual e pessoal. Esta evolução passa pela educação e pela cultura. Cada vez mais as empresas terão de estimular a busca de  informação e o desenvolvimento pessoal dos seus subordinados. Estimular o conhecimento e a criatividade. Não há desenvolvimento pessoal, técnico e cientifico que floresça em um ambiente sem livros e informação. A leitura continua sendo a ferramenta mais poderosa. A curiosidade o motor mais portente para a busca das soluções. Não importa a sua posição ou o seu trabalho. Importa, como ele é feito e em que espécie de ser humano você pretende se transformar. E esta transformação pode começar em um simples ato: Abrir um livro e ler. Ter a curiosidade de descobrir o que você gosta e o que pode fazer você melhorar  sua expressão verbal e escrita. E ai esta o pulo do gato. Saber expressar-se na escrita e verbalmente. Pode estar nestas qualidades a grande diferença entre estar “empregado” e estar “desempregado”. Saber redigir de forma simples e objetiva um “Curriculum” pode ser a diferença entre conquistar uma vaga e continuar no limbo profissional. Enquanto alguns paises, como Chile e Japão, adotam, cada vez mais, politicas de educação e desenvolvimento pessoal, o Brasil continua estimulando o analfabetismo e dificultando o acesso da população aos livros. Ainda somos um País de analfabetos, infelizmente. Analfabetos funcionais são mais de 20% da população. E este analfabetismo atinge “doutores” e afins. Não é uma exclusividade dos mais iletrados. Cabe as empresas ajudarem no desenvolvimento dos seus empregados. Organizando politicas culturais e adotando o “LIVRO” como ferramenta de desenvolvimento. Fazendo com que seus funcionarios atuem de maneira criativa. Descobrindo soluções e atuando socialmente. Estimulando a leitura e a busca de informação. Hoje, mais do que nunca, no lugar das grandes massas e da generalização, surgiram centenas de pequenos e novos grupos sociais que se unem por interesses comuns.  Façamos do livro um interesse comum.

Obrigado e boa leitura.

 

Leminski – poeta da cruz do pilarzinho para o mundo

Paulo Leminski (1944-1989), foi o poeta que soltou seus vaticínios do bairro curitibano Cruz do Pilarzinho para o mundo. Leminski já chamava a poesia, nos anos 80, de “reserva ecológica”. Falava da eterna polêmica do ético vesus o estético. “O agora entrou na moda em 1945, quando os estados unidos jogaram uma bomba em hiroshima e nagasaki.”Músico e letrista, Leminski fez parcerias com Caetano Veloso e o grupo A Cor do Som entre 1970 e 1989.Teve influência da poesia de Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, convivência com Régis Bonvicino, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Moraes Moreira, Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Wally Salomão, Antônio Cícero, Antonio Risério, Julio Plaza, Reinaldo Jardim, Regina Silveira, Helena Kolody, Turiba, Ivo Rodrigues. A música estava ligada às obras de Paulo Leminski, uma de suas paixões, proporcionando uma discografia rica e variada. Entre 1984 e 1986, em Curitiba, foi tradutor de Petrônio, Alfred Jarry, James Joyce, John Fante, John Lennon, Samuel Beckett e Yukio Mishima, pois falava 6 línguas estrangeiras (inglês, francês, latim, grego, japonês, espanhol). Publicou o livro infanto-juvenil ‘’Guerra dentro da gente’’, em 1986 em São Paulo. Entre 1987 e 1989 foi colunista do Jornal de Vanguarda que era apresentado por Doris Giesse na Rede Bandeirantes; Paulo Leminski foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Além de escritor, Leminski também era faixa-preta de judô. Sua obra literária tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos. Você pode baixar o livro “Jesus A.C.” de Paulo leminski, gratuitamente, no link abaixo.

paulo leminski.pdf

Eleições e livros – Quem tem medo dos livros?

 

Nunca acreditei na politica brasileira. Até porque nossos politicos, em sua maioria, possuem uma formação inconsistente quando se trata de literatura e educação. Como grande parte deles vive perto de escândalos e da corrupção, tão cantada, em verso e prosa, pensei que apenas Monteiro Lobato tivesse erguido a bandeira do “País que se constroi com homens e livros”. Decidi anular o voto para deputado federal nesta eleição. Mas eis que o “acaso” aparece. Um candidato ganha meu respeito e, certamente, ganhara meu voto. Por que? Simplesmente, porque este candidato fala a respeito de livros e da necessidade da leitura como base da nossa evolução social. Porque nem só “Bolsas” e promessas resolvem a situação! O Deputado federal Marcelo Almeida tem um projeto voltado para o problema da falta de difusão da leitura em nosso País. Marcelo Almeida propôs a criação e preside a Frente Parlamentar Mista da Leitura no Congresso Nacional (www.frentedaleitura.com.br). A Frente é hoje a principal referência dentro do Congresso Nacional para todos os assuntos relacionados ao setor do livro. É ele quem está à frente do processo de análise e aprovação de dois importantes projetos de lei de autoria do Executivo: o de criação do Fundo Setorial do Livro, Leitura, Literatura e Humanidade e o que institucionaliza o Plano Nacional do Livro e Leitura. Como “Deputado do Livro”, Marcelo Almeida sugeriu ao Poder Executivo a criação do Programa Cesta Básica do Livro, dentro do Ministério da Educação, para garantir um acervo mínimo de livros às famílias de estudantes do ensino público Fundamental e Médio. Também solicitou informações ao Ministério das Comunicações a respeito da tarifa postal preferencial e reduzida para a remessa de livros pelos Correios, conforme determina a Lei 10.753/03, que institui a Política Nacional do Livro. Bom…depois destas informações, resolvi votar neste cidadão e apoiar através do BLOG esta iniciativa. Só o fato de um deputado federal mencionar esta necessidade e batalhar pelos livros já é razão suficiente para que receba um voto de confiança. Na minha ignorância, desconhecia seu trabalho, mas passo agora, a ser um divulgador das propostas. Como cidadão, Marcelo Almeida também é um promotor da leitura. Desde 2004, mantém o programa “Conversa Entre Amigos” (www.conversaentreamigos.com.br), que possui mais de 1.500 leitores cadastrados em todo o Paraná. É também o organizador do concurso de redações “Conversa Entre Amigos Solidários”, que estimula a leitura de contos de autores paranaenses e a produção de textos junto aos alunos de sete escolas públicas em Curitiba. Os alunos vencedores das redações em cada série ganham um livro de presente e a escola que somar a maior pontuação nas notas das redações ganha R$ 1.500,00 em livros novos para a sua biblioteca. Resolvi escrever este post porque isso é um “ACONTECIMENTO ENORME” neste País de analfabetos e de tanta injustiça social. Até quando meu Deus os livros, a arte, a educação e o bom senso serão “luxos” para a grande maioria? Uma unica criança que receba um livro já tera feito a diferença. Quantas janelas o nobre deputado pode ajudar a abrir para que entre a luz…e desta luz…nasça um País mais solidario, justo e perfeito. Visite o site www.frentedaleitura.com.br e conheça as propostas. Encaminhe sugestões e saiba que não estamos sozinhos nesta utopia chamada “LIVRO”.  Ainda há luz no fim do tunel…

Leia sem moderação! Sempre.

Preste atenção aos candidatos e vote com consciência. E saiba que somente a educação é que tornara este País menos corrupto e mais justo.

 

 

O livro raro e os critérios de raridade – Karim K.

- O Livro Raro e os Critérios de Raridade -

          O livro é um documento disseminador de informações tanto de caráter científico e intelectual como artístico e cultural, perecível enquanto suporte, e é um dos elementos passíveis de tombamento como patrimônio histórico-cultural, de acordo com o Artigo 216 da Constituição Federal do Brasil. Os livros são tombados como patrimônio institucional em empresas públicas e privadas, mas a preocupação com o livro como patrimônio cultural incide sobre o livro raro, que, relevante para a cultura nacional, torna-se merecedor de empenho em sua preservação.

          O livro raro oferece aos membros do área patrimonial uma problemática complexa e específica, visto não existirem no Brasil leis que determinem diretrizes para o estabelecimento da raridade de um livro e a ausência destas interferem na atuação dos profissionais interessados neste documento, mas não impedem que o mesmo receba a atenção destes. Inexiste uma política norteadora da área de raridade bibliográfica que padronize o tratamento dispensado ao livro raro, havendo inclusive divergências sobre a própria determinação de raridade.  Diferentes instituições adotam procedimentos diversos no tratamento dos mesmos livros, revelando  não apenas a divergência que há na área, como também a ausência de diálogo eficaz entre os envolvidos na mesma.  Infelizmente, além de confundir o leitor leigo, tais disparidades prejudicam a atuação dos próprios profissionais.  Pinheiro (1990, p. 46) verbalizou a preocupação biblioteconômica com essa questão, ao afirmar ser “(. . . ) imprescindível a tomada de posição pelo Bibliotecário, inserindo-se nesse contexto de animação cultural, como elemento de interseção entre a cultura e a técnica”, afirmando ainda que “(. . .) o estabelecimento de um método – se não rígido e exclusivo, pelo menos rigoroso e representativo o bastante, para servir de referência, é urgente.”(1990, p. 47)  A busca de uma metodologia para a determinação da raridade de um livro partiu da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, que através da avaliação de seu próprio acervo de obras raras estabeleceu princípios divulgados no Plano Nacional de Restauro de Obras Raras, que aborda separadamente livros e periódicos, sendo utilizado em muitas bibliotecas brasileiras (Pinheiro, 1990, p. 21). Tratando-se de uma proposta, a metodologia do Plano Nacional de Restauro de Obras Raras não é amplamente adotada, e o vácuo operacional persiste.  Diante disso, o estabelecimento de políticas conservação e de proteção ao livro raro são pertinentes para que o mesmo possa sobreviver ao desgaste temporal e à ação humana, perpetuando tanto sua apresentação física quanto as informações que registra às gerações vindouras. O estabelecimento desses critérios é problemático, pois embora a área de raridade bibliográfica exija uma abordagem interdisciplinar, ela não foge do que García Canclini (1994,p. 100) denomina como um “(. . .) espaço  de disputa econômica, política e simbólica (. . .)”, sendo constituído pelos vários profissionais que nela atuam: bibliotecários, bibliófilos, historiadores, arquivistas, documentalistas, museólogos , restauradores e outros.   Essas disputas tanto enriquecem quanto dificultam o desenvolvimento de políticas de atuação para o tratamento do livro raro; pois se por um prisma oferecem uma diversidade de olhares e interpretações, por outro carecem de um consenso na abordagem conceitual e operacional do que é um livro raro e de como ele deve ser tratado.

 García Canclini ressalta que é “(. . .) prioritária a adoção de políticas para a preservação e difusão de acervos literários (. . .)”(1994, p. 100) e Pinheiro aprofunda a discussão dessa necessidade ao considerar que para que isso ocorra são necessários vários procedimentos, tanto pela ótica do patrimônio histórico-cultural (através da unificação terminológica de conceitos até a padronização de técnicas de tratamento de acervos), quanto pela biblioteconômica (com o oferecimento de capacitação profissional aos bibliotecários para que atuem em acervos de raridades). (1989, p. 21) Em sua obra Que é livro raro?, Pinheiro compilou o que denominou Recomendações Metodológicas para a determinação da raridade de um livro, buscando normalizar a determinação da raridade considerando aspectos gerais e podendo ser amplamente adotado, embora a própria autora saliente que  “A adoção desta metodologia de abordagem alternativa na determinação de critérios de raridade bibliográfica não vai, certamente, estabelecer princípios irremovíveis, porque parte-se da premissa de que não existe uma realidade objetiva empiricamente determinável; suas suposições adequam-se [sic] ao contexto, ao momento crítico, à situação particular.” (Pinheiro, 1989, p. 33) A autora sugere critérios norteadores que podem ser utilizados tanto como são apresentados ou ainda serem adaptados às diferentes realidades institucionais brasileiras. O patrimônio histórico-cultural de uma nação não abrange apenas edificações e monumentos, ou sua tradição sócio-cultural, mas também seus bens culturais, tangíveis e intangíveis, como o conhecimento que produz, a documentação que registra esse conhecimento e suas formas de divulgação. (García Canclini,1994, p. 95-96) O patrimônio histórico-cultural pode ser interpretado como “(.. .)coleções de objetos móveis e imóveis, através dos quais é definida a identidade de pessoas e de coletividades como a nação, o grupo étnico, etc.” (Gonçalves, 1988,p. 266-267)

          No Brasil, a Constituição Federal, no seu Artigo 216, afirma:

          “Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores  da sociedade brasileira (. . .).” (Brasil, 2000, p. 145)

          O mesmo artigo menciona os documentos como parte desses bens. Segundo Moreira, em linguagem biblioteconômica o livro é um documento caracterizado por ausência de periodicidade e por possuir mais de 50 páginas.  O autor destaca ainda uma terceira característica, que “(. . .) coloca o livro na posição que o notabilizou, a de suporte informacional para a preservação e transmissão dos registros do conhecimento  humano.” (Moreira, 1993, p. 15)

          A Biblioteconomia e a Documentação consideram o livro um documento, corroborando a sua inclusão entre os elementos passíveis de reconhecimento como patrimônio histórico-cultural, visto ser o livro um suporte documental fixador e disseminador de informações e  conhecimentos produzidos pela humanidade.

          A elaboração e registro de informações e conhecimentos refletem o posicionamento de seus criadores, suas formas de perceber e resolver a temática abordada, evidenciando suas diferentes identidades culturais.  Neste aspecto fundamental reside a relevância do livro raro como patrimônio histórico-cultural de uma nação, pois ao registrar momentos de seu pensamento, permite que os leitores futuros possam, na leitura destes registros, conhecer e reconhecer seu passado intelectual, construindo e reconstruindo suas memórias individuais e coletivas.  Seja resgatado e oferecido por quem quer que seja, é importante corroborar que o livro raro pode e deve ser considerado um documento representativo da memória nacional de um país, e que como tal, deve ser passível de consideração como patrimônio histórico-cultural, por ser parte de seu patrimônio literário e intelectual. E o livro raro destaca-se neste contexto por ser o último arauto de uma época, registrada em suas páginas através da impressão de posicionamentos pessoais de seu autor.  Ao mesmo tempo sua raridade, reconhecida como uma caracterização universalista, o torna relevante à humanidade como um todo.  Assim, o livro raro, resguardadas as dificuldades de sua classificação como tal, é um patrimônio histórico-cultural representativo da memória nacional brasileira e mundial.

          Pinheiro afirma que “(. . .) a melhor das metodologias [para determinação da raridade de um livro] é aquela desenvolvida pela mesma Instituição que guarda o acervo, por seus responsáveis, especialistas e usuários.”(1989, p. 29). A autora destaca, porém, que é “(. . .) imprescindível, para o bom direcionamento de tais procedimentos, a sua integração numa proposta de trabalho, apta a operacionalizar soluções, sanando as carências técnicas na área do livro antigo.” (1990, p. 49).

          Assim, a confluência de posicionamentos, diretrizes e atuações em relação à raridade bibliográfica é urgente, e vários elementos permitem que esta ação se estabeleça, mesmo que informalmente, através do intercâmbio entre especialistas e instituições.  No entanto, como foi abordado anteriormente, existem conflitos e disputas entre os que atuam com o livro raro, além de que, segundo García Canclini (1994, p.100-102), coexistem dois tipos de ações na área patrimonial, a privada e a pública, que adotam procedimentos divergentes em relação ao patrimônio histórico-cultural.   A ação privada preocupa-se fundamentalmente com o valor econômico do patrimônio; a ação pública estatal visa a preservação de uma memória nacional documentada materialmente e a ação pública oriunda dos movimentos sociais deseja a preservação do que participa de suas memórias coletivas. Estas diferentes formas de ação refletem-se também na área de raridade bibliográfica, com as bibliotecas de instituições privadas tratando seus acervos de livros raros de uma forma diferente da adotada pelas bibliotecas de instituições publicas.  Sendo o patrimônio histórico-cultural um resgate de um passado aceitável, que se deseja reviver cotidianamente para que seja tradicionalmente reconhecido, o livro é um patrimônio ainda mais problemático, pois não é monumental, não é facilmente visível, precisa ser procurado para ser visto e lido para ser resgatado.  Como patrimônio, sua leitura fica ainda mais restrita, pois não está disponível a todos os leitores, usuários do acervo em que se encontra, pois o acesso a ele é restrito.  As instituições detentoras de livros raros realizam mostras esporádicas, nas quais tais livros tornam-se visíveis, mas não legíveis.  A reprodução e a disponibilização de seus conteúdos informacionais são uma ação importante no resgate do livro raro como um documento representativo da memória intelectual nacional, e,  desconsiderando-se a discussão sobre a sua autenticidade, tais reproduções seriam relevantes para a divulgação do conteúdo informacional dos livros raros, os quais não são disponibilizados para consulta em acervo aberto. Um ótimo exemplo é o projeto de digitalização e disponibilização do acervo de obras raras da Biblioteca Nacional brasileira.  Urge que o livro raro seja merecedor de uma lei específica que determine seu tratamento técnico e conceitual, na qual sejam estabelecidos critérios e diretrizes para seu reconhecimento como tal, evitando as práticas contraditórias testemunhadas atualmente. A criação de um órgão normalizador e gerenciador da área de raridade bibliográfica, que oriente e fiscalize a atuação das instituições possuidoras de acervos de livros raros também seria importante, sendo que este órgão deveria realizar o levantamento bibliográfico identificador dos livros existentes nestes acervos. Mas, para tanto, o entendimento deve iniciar entre os profissionais que atuam na área de raridade bibliográfica, objetivando que a interdisciplinaridade que a mesma exige possa realmente contribuir para a preservação do livro raro como patrimônio histórico-cultural brasileiro e mundial.

Referências Bibliográficas

  • BRASIL.  Constituição da República Federativa do Brasil. Organizada por Paulo Lenir dos Santos. Porto Alegre: Sagra e Luzatto, 2000.
  • GARCÍA CANCLINI, Nestor.  O patrimônio cultural e a construção imaginária do nacional.  Traduzido por Maurício Santana Dias.  Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, [S.l.], n. 23, p. 95-115, 1994.
  • GONÇALVES, José Reginaldo.  Autenticidade, memórias e ideologias nacionais: o problema dos patrimônios culturais. Estudos Históricos, [S.l.], v. 1, n. 2, p. 264-275, 1988.
    ________. Patrimônio cultural e narrativas nacionais. In: ________. A retórica da perda: os discursos do patrimônio cultural no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. Da UFRJ; IPHAN, 1996. Cap. 1, p. 11-35.
  • MOREIRA, Walter.  Bibliotecário, o livro e a segunda triangulação: é possível esta triangulação?  Ângulo, n. 57, p. 15-16, jan./fev. 1993.
  • PINHEIRO, Ana Virginia Teixeira da Paz.  Que é livro raro?: uma metodologia para o estabelecimento de critérios de raridade bibliográfica. Rio de Janeiro: Presença Edições, 1989.
    ________.  A biblioteconomia de livros raros no Brasil: necessidades, problemas e propostas. Revista de Biblioteconomia e Comunicação, Porto Alegre, n. 5, p. 45-50, jan./dez. 1990.

Musas V – Carrots a Ruiva de Storm

Ai está ela !  A Beldade ruiva que gosta de pancadaria. Nos padrões de Red Sonja, porém menos bárbara e muito mais aberta a diálogos. Ela se metia em brigas ou era capturada por guerreiros, mercadores e mercenários, mas sempre dava um jeitinho de se sair bem. Don Lawrence desenhou Carrots, a companheira de Storm, que tomou a cena por diversas páginas, durante toda a série. Quando ela se perde em ” Os Piratas de Pandarve “, último número da revista publicada aqui no Brasil, deixou um amontoado de fãs que gostariam de saber, até hoje, qual foi o final da história. Mas, em respeito ao gosto popular, inclusive o meu, dedico um espaço todo especial para a garota. Storm conheceu Carrots quando foi capturado pelo exército do poderoso Ghast, dono da “Cidade do Grande Muro”. Carrots estava atrás das grades, confinada a morrer sem comida e água. Ela pertencia ao povo que vivia nos níveis inferiores daquele estranho mundo. Quer conhecer estas historias? Visite nosso site e adquira as HQS do Storm (www.artlivros.com).

Donald Southam Lawrence era britânico e muito popular na Europa. Conhecido por trabalhos da série The Trigan Empire e Storm. Em Londres, onde iniciou a carreira, desenhou aventuras de faroeste e personagens ingleses clássicos e famosos na época. Como Marvelman, que desenhou durante 4 anos. Don Lawrence desenvolveu um estilo único. Sua arte é inovadora e o tratamento de cores e detalhes é levado ao extremo. Seu domínio sobre a proporção e construção anatômica o consagrou. Desenhou também uma série baseada nos Thunderbirds para o jornal Daily Mail, mas dessa vez trabalhou somente no preto e branco, o que serviu apenas para mostrar sua genialidade em matéria de arte. Nasceu em 17 novembro de 1928 e faleceu em 29 dezembro 2003, aos 75 anos, de pneumonia.

Boa leitura!

Bisbilhoteca – Livraria para pequenos e grandes leitores

 

Não é sempre que nos deparamos com livrarias especializadas no público infanto-juvenil. Hoje são comuns as Megas. Onde encontramos apenas o bestseller da moda, indicado por algum “famoso” de plantão. Porém, quando se trata de livraria infanto-juvenil, a procura fica mais dificil ainda. E não é que, em Curitiba, existe uma livraria direcionada aos pequenos leitores. Trata-se da Bisbilhoteca. Simpática livraria, situada na região central de Curitiba. Ponto de encontro de crianças e famílias. Lá é possivel conviver com livros e apresentar a leitura aos pequenos de forma divertida e lúdica. Nas estantes, o melhor das publicações nacionais e internacionais. É impossivel não se render as ilustrações dos livros infantis. Uma iniciativa bacana e que merece todo o apoio de quem acredita na leitura e nos livros. Deve ser passeio obrigatório para pais, avós e tios. Deveria ser clausula petrea, que toda criança ganhasse um livro para cada brinquedo escolhido. Porque só assim, este País tera civilidade e  desenvolvimento. Livros! Nada mais do que um pequeno objeto que pode ser um portal de imaginação e luz. E as historias….ah! Isto você pode ouvir lá na bisbilhoteca.  A Bisbilhoteca organiza eventos, oficinas de criatividade e consutorias. Leve seus filhos, netos, sobrinhos e descubra como é um livro: Parece pequeno, mas quando se entra nele…descobre-se um universo!

PS – Não tem Filhos, sobrinhos e nem netos? Leve sua criança interior….

Onde fica: Rua carlos de Carvalho, 1166 / Tel(41)3223-3038

Site: www.bisbilhoteca.com.br

 

 

 

APARECIDAS – JOÃO URBAN & SUZANA BARRETT0

Aparecidas é um mergulho fotográfico nas tradições populares de Aparecida, na festa de São Benedito e no cotidiano dos congueir0s que dela participam. Muito além da síntese visual da cultural, emergem nas fotografias muitas Aparecidas num encontro de outras tantas brasilidades que amalgamam desse universo religioso e popular. Fotos de João Urban, um dos maiores fotografos do Brasil, prêmio J. P. Morgan de fotografia em 1999.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Você encontra este livro no site: www.artlivros.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Krajcberg – A revolta

FRANS KRAJCBERG é um revoltado. Nascido em 1921 na Polonia. Perdeu sua familia no holocausto judeu da II guerra. Há um grito de revolta na alma deste artista que fez da sua Obra a essência da própria vida e a síntese mais completa da existência. Neste livro, editado em 1996, pela Fundação Cultural de Curitiba, há um belo registro do trabalho do artista. Edição autografada e ricamente ilustrada. Fotos de Frans Krajcberg, Orlando Azevedo e Peter Ginter.

 

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Graphic Novel – O melhor dos quadrinhos

Graphic Novel -  O melhor dos quadrinhos

Qual leitor de quadrinhos desconhece o termo graphic novel? Reza a lenda que o mesmo foi criado pelo mestre Will Eisner, ao apresentar sua obra Contrato com Deus (publicada no Brasil pela Editora Brasiliense) para seu editor. Na época, Eisner não queria que a publicação fosse catalogada como um comic book, e a apresentou como sendo uma “graphic novel”. Tendo ou não sido o pioneiro no uso do termo, o fato é que isso “vingou”. Hoje, ao pensarmos numa graphic, logo imaginamos uma publicação com tratamento de qualidade, papel idem, formato diferenciado, seja livro ou revista, e conteúdo de primeira (o que nem sempre acontece, convenhamos). Pois bem, o dito termo foi nome de uma série homônima que fez história nas bancas nacionais. Graphic Novel, publicada pela Editora Abril entre janeiro de 1988 e junho de 1992, teve um total de 29 edições.

Começando com obras diferenciadas do Universo Marvel, logo passou a abranger também o Universo DC e, para surpresa de muitos leitores, chegou a trazer material europeu de qualidade. Várias edições traziam textos sobre a obra ou sobre os responsáveis pela mesma. Algumas delas fazem parte do que há de melhor no quadrinho mundial, e com uma vantagem, na época do lançamento em bancas: preços acessíveis. Confira a seguir toda a série e suas respectivas capas:

1- X-Men – O conflito de uma raça, por Chris Claremont (roteiro) e Brent Anderson (arte).
Um grupo age executando friamente mutantes, e os X-Men são vitimas de um terrível complô, armado pelo reverendo Stryker. Essa história foi tomada como base para o filme X-Men 2.

2- Demolidor – Amor e Guerra, por Frank Miller (roteiro) e Bill Sienkiewicz (arte). A esposa do Rei do Crime está doente. Desesperado, ele contrata um bandido para seqüestrar a mulher de um médico, e assim obter sua dedicação total na busca de uma cura. Mas o seqüestrador tem sérios problemas mentais, e o Demolidor é a única chance de salvação. Com artistas que dispensam apresentação, é uma edição imperdível.

3- A Morte do Capitão Marvel, por Jim Starlin (roteiro e arte).
O alienígena da raça Kree encontra um inimigo que não pode derrotar: o câncer. Chegou a hora de todos os seus companheiros de batalhas prestarem sua última homenagem. Conheça aqui os motivos pelos quais Starlin ficou conhecido como assassino de super-heróis (que o digam Adam Warlock, Robin e vários outros).

4- O Homem-Aranha
– Marandi, por Susan K. Putney (roteiro) e Berni Wrightson (arte). Uma estranha jovem aparece na vida do Aranha, e ela conhece sua identidade secreta. O herói da vizinhança parte com a garota para uma bizarra aventura em outra dimensão, repleta de monstros e desafios. Os maravilhosos desenhos de Wrightson fazem toda a diferença.

5- Batman – A Piada Mortal, por Alan Moore (roteiro) e Brian Bolland (arte).
Um dos maiores (talvez o quase definitivo) confrontos entre Batman e seu arquiinimigo, o Coringa, que tem sua origem recontada. Bárbara Gordon leva um tiro do insano criminoso, e fica paralítica. Uma última chance de redenção é oferecida. Considerada uma das melhores histórias de super-heróis de todos os tempos, item indispensável para quem curte o gênero, e para entender por que Alan Moore é um gênio dos quadrinhos.

6- Homem de Ferro – Crash, por Mike Saenz (roteiro) e William Bates (arte). No futuro, o Homem de Ferro conta com uma poderosa ajuda: um robô idêntico ao herói, capaz de duplicar todos seus movimentos. No entanto, ele pode copiar muito mais do que isso. A primeira graphic novel com desenhos feitos em computador.

7- Batman – O Filho do Demônio, por Mike W. Barr (roteiro) e Jerry Bingham (arte). Rã’s Al Ghul está de volta do mundo dos mortos. Batman é obrigado a aliar-se com o vilão e sua filha, Tália (com quem vive um romance), contra uma ameaça maior. No final, uma grande surpresa aguarda os fãs do Morcegão.

8- O Edifício, por Will Eisner (roteiro e arte) - Vida e morte passam pela trajetória de um antigo prédio numa grande metrópole, de uma maneira que somente o mestre Eisner poderia contar.

9- A Era Metalzóica, por Pat Mills (roteiro) e Kevin O’Neill (arte) – Um planeta futurista todo habitado por tribos de robôs é palco da batalha entre esses seres, que agem como verdadeiros animais selvagens. Uma história fantástica, no melhor estilo Heavy Metal.

10- Void Indigo - Prelúdio de uma Vingança, por Steve Gerber (roteiro) e Val Mayerik (arte). No passado distante, quatro poderosos e cruéis feiticeiros controlam cinco cidadelas. Uma horda de bárbaros invade e saqueia brutalmente o domínio dos bruxos. Estes, embora velhos, utilizam seus poderes e torturam cruelmente, até a morte, o líder bárbaro Athagaar e sua amante, Ren. Anos depois, no futuro, o bárbaro volta, reencarnado num corpo alienígena, em busca de vingança.

11- Surfista Prateado -
Parábola, por Stan Lee (roteiro) e Moebius (arte). Galactus volta à Terra, e apresenta-se como um Deus, prometendo uma nova era. O Surfista sabe que existe algo por trás disso, e novamente revela sua presença aos humanos, na tentativa de deter o terrível ser. O resultado do encontro entre Stan Lee e Moebius, dois gigantes das HQs mundiais, só poderia resultar numa grande e bela história.

12- Rocketeer, por Dave Stevens (roteiro e arte) - Na década de 1930, nos Estados Unidos, um piloto encontra um projeto roubado do governo, e passa a utilizar um jato nas costas e um capacete, para atuar como herói. Mas os nazistas estão atrás do protótipo, e vão fazer de tudo para recuperá-lo. Uma linda recriação de época, com belos desenhos, com destaque para a belíssima namorada do herói, baseada em Betty Page. Rendeu um filme para o cinema, bastante fiel à HQ.

13- Contos de Asgard – A Bandeira do Corvo, por Alan Zelenetz (roteiro) e Charles Vess (arte). A maior honra para um guerreiro em batalha é carregar a Bandeira do Corvo, símbolo da vitória. Mas o encarregado disso tem o fardo de morrer na luta, e deixar o símbolo para seus descendentes. Só que os trolls trapaceiam um dos herdeiros desse legado, e para recuperar a bandeira terá que ser feita uma jornada enfrentando ogros, gigantes, trolls e feitiçarias. Uma aventura baseada inteiramente na mitologia nórdica, com a belíssima arte de Charles Vess.

14- A Morte de Groo, por Mark Evanier (roteiro) e Sergio Aragonés (arte). Num reino em que todos o detestam, o bárbaro mais atrapalhado do mundo é dado como morto após enfrentar um terrível dragão. E ele próprio acredita nisso! A primeira aventura desse divertido e atrapalhado personagem, que hoje dispensa apresentações, publicada no Brasil.

15- Legião Alien em Um Dia Para Morrer, por Alan Zelenetz (roteiro) e Frank Cirocco (arte). A Legião Alien é formada por um grupo de guerreiros mercenários, de diferentes raças alienígenas, numa poderosa unidade de combate. Eles terão que enfrentar o terrível desafio dos Tecnóides (uma espécie de andróides) que querem colocar um fim à ordem vigente.

16- O Sombra 1941 – O Horóscopo de Hitler, por Denny O’Neil (roteiro) e Michael Kaluta (arte e roteiro). Uma grande conspiração nazista envolve uma garota alemã e sua pesquisa sobre informações astrológicas. Mas o Sombra sabe o mal que se esconde no coração dos homens, e quer impedir de qualquer maneira o plano dos vilões, entre eles os principais comandantes do partido de Hitler.

17- Dr. Estranho em Shamballa, por J. M. DeMatteis (roteiro) e Dan Green (arte). O Doutor Estranho retorna ao santuário de seu mestre, sete anos após a morte do mesmo, e recebe de presente uma caixa que fora deixada para ele. Nela pode estar guardado o segredo para o fim do mundo, ou do próprio Estranho, que fará uma viagem de descobrimento de si próprio. A arte da edição é toda pintada.

18- Arena, por Bruce Jones (roteiro e arte).
Sharon leva sua filha para um passeio nas montanhas. Ela acaba se deparando com um avião em queda, pilotado por uma mulher. Uma fenda no tempo é aberta, e passado e futuro se misturam. Para complicar tudo, uma família de camponeses seqüestra Sharon, com intuitos de reprodução. Toda essa mistura resultou numa historia interessante, que merece ser conhecida.

19- Blanche Epifany, por Jacques Lob (roteiro) e Georges Pichard (arte). Uma indefesa órfã é covardemente seduzida por um cruel banqueiro, mas o Defensor surge para proteger a virtude da pobre garota, e salvá-la deste e de outros perigos. Uma sátira à Belle Epoque, cheia de sensualidade, com desenhos em reconstituição de época, nessa ótima obra francesa da década de 1960.

20- Wolverine & Nick Fury – Conexão Scorpio, por Archie Goodwin (roteiro) e Howard Chaykin (arte). Um grupo de agentes da Shield é assassinado, e no local é deixado um símbolo com o desenho de um escorpião – Scorpio. Nick Fury acredita que seu irmão, um vilão que no passado fora morto pelo próprio comandante de SHIELD, está de volta. Wolverine, que fizera uma promessa a uma vitima do Scorpio, também quer acabar com o bandido. Em meio a uma complicada trama, tudo pode acontecer.

21- Blueberry em Forte Navajo, por Jean-Michel Charlier (roteiro) e Jean Giraud (arte). O tenente Blueberry está a caminho do Forte Navajo, acompanhando uma diligência. No caminho, encontram uma fazenda com vários mortos, num massacre promovido pelos índios. O tenente terá que colocar sua sorte e inteligência à prova para enfrentar os desafios que surgirão à sua frente. A primeira história de Blueberry, uma das melhores séries de faroeste já publicadas, com desenhos do famoso Jean “Moebius” Giraud, ainda num estilo mais tradicional do que as obras que o consagrariam em definitivo posteriormente.

22- Frank Cappa em Viet-Song, por Manfred Sommer (roteiro e arte). Frank, jornalista e correspondente, narra suas aventuras no Vietnã, quando da guerra, e os horrores que presenciou, escapando várias vezes da morte certa. O personagem é um grande sucesso da HQ européia.

23- As Aventuras de Dieter Lumpen – Inimigos Comuns, por Jorge Zentner (roteiro) e Rubén Pellejero (arte). Lumpen está viajando como ajudante de um comendador, num balão chamado Vesúvio, que é roubado por terroristas, em Túnis. Assim, o personagem principal se vê metido numa grande confusão, sem saber se vai escapar com vida.

24- Dead-End – Na Velocidade dos Anos Solitários, por Seyer. Uma história em preto-e-branco, passada na época dos gângsteres, com clima e desenhos estilo noir, recheada de crimes, violência e mulheres fatais.

25- Crepúsculo, por Pasqual Ferry. Um escritor recebe desenhos de uma enigmática pessoa, e prepara, a partir destas imagens, aterradoras histórias de suspense. Contudo, diversas mulheres morrem de maneira semelhante às suas histórias, e ele passa a ser procurado pela policia. Agora, terá que resolver por conta própria esse estranho mistério.

26- Mundo Cão, por Miguelanxo Prado (roteiro e arte) –
Diversas histórias no estilo único de desenho e narrativa deste espetacular artista da nona arte, cheias de ironia e bom humor. Destaque para Hot-Dogs, com os cães mostrando seu verdadeiro lugar no mundo moderno, e Terror na Praia, na qual um marido “moralista” leva o seu devido castigo. Uma obra singular, de ótima qualidade.

27- Wallaye! – Keubla e Kebra na África, por Jano. Várias histórias curtas de Keubla, um negrinho percussionista, e Kebra, um rato guitarrista. Na África, em meio às drogas e à pobreza, levam com bom humor as encrencas e os acontecimentos do dia-a-dia, até mesmo os mais inusitados.

28- Pixotes, por José Louis Bocquet (roteiro) e Arno (roteiro e arte). Diversas histórias curtas envolvendo crianças, armas e guerra. A arte de Arno tem influência direta de Moebius.

29- Lulu Smack!, por Frank Margerin (roteiro e arte).
Lucien volta para casa e para seus amigos, após cumprir serviço militar. Agora é hora desse rebelde sem causa arrumar um emprego, uma namorada e curtir a vida.

Outras séries similares seguiram os passos da Graphic Novel. São elas: Graphic Álbum e Graphic Marvel, pela própria Abril; Graphic Globo, pela Editora Globo e Graphic Sampa, pela Nova Sampa. Mas todas elas serão assunto para o próximo Post. Você encontra estas revistas na nossa livraria virtual.

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