Buñuel – Dry Martini de Buñuel

bunuelpostReeditaram “Meu último suspiro”, obra clássica e que Octavio Paz considerou o melhor “filme” de Buñuel. Esse livro de dificil definição sobre o mestre do surrealismo é uma das melhores leituras sobre a sétima arte. Só perde para o livro “Hitchcock/Truffaut – entrevistas”. A cosac naify, numa tradução de André Telles, nos brinda com esta bela reedição. Há um capítulo intitulado “Os prazeres deste mundo”, sobre bebidas, tabaco e bares. E é inspirado nele, que deixamos esta receita de Dry Martini elaborada pelo próprio cineasta.

“Meu drinque favorito é o dry martíni. Considerando o papel primordial que ele desempenhou nesta vida que relato, vejo-me obrigado a dedicar-lhe uma ou duas páginas…”

(…) Compõe-se essencialmente de gim e gotas de um vermute, de preferência Noilly Prat.

        Convém que o gelo utilizado esteja bem frio, bem duro, para não soltar água.

       Guardo tudo que é necessário no congelador na véspera do dia em que espero meus convidados, os copos, o gim, a coqueteleira. Tenho um termômetro que me permite certificar-me de que o gelo está numa temperatura de cerca de vinte graus abaixo de zero. No dia seguinte, sobre o gelo bem duro despejo algumas gotas de Noilly Prat e meia colherinha de café angustura. Agito tudo, depois jogo fora o liquido. Preservo apenas o gelo, que carrega o ligeiro vestígio dos dois perfumes, e sobre o gelo despejo o gim puro. Sacudo um pouco mais e sirvo.

É só isso, mas é insuperável!

 

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