Restauradores de tudo – ache o que voce precisa!

 
 
  

  Artesãos de mão-cheia
Um roteiro de especialistas na
Arte de consertar roupas e objetos

 

Marco Pinto
Nana Moraes
Dora: a terceira geração na arte de restaurar porcelanas Esperanza: expert em consertar e reformar roupas de grife
Foto Sirota: há 74 anos retocando e restaurando imagens Alexandre Canano: antigos LPs viram CDs, sem ruídos

        É difícil encontrar alguém que não precise de pelo menos um deles. Pode ser na sala, num canto do armário ou esquecido dentro de um baú antigo. Há sempre alguma peça manchada, quebrada ou simplesmente fora de moda que pode ficar linda novamente com uma recauchutagem, um simples polimento ou um tratamento ainda mais sofisticado. Foi pensando nisso que Veja Rio foi a campo e selecionou 25 endereços de lojas e oficinas especializadas em consertos especiais. Os serviços vão da reforma de um tênis à lavagem de um casaco de visom; do reparo de uma caneta-tinteiro ao restauro de um vaso de porcelana; da retirada de uma mancha num vestido de noiva à recuperação de uma foto de família. Também se podem tirar os ruídos de um disco de vinil, mudar a cara de uma jóia antiga, transformar um lustre de cristal e fazer milagres com aquele blazer de lã comprado na Inglaterra. Sem falar no conserto e restauro de móveis, tapetes, guarda-chuvas, gravuras, isqueiros, sapatos, peças de marfim, entre outros. Um tipo de ofício que, na maioria dos casos, é passado de pai para filho. Nesse ramo, há vários negócios que já estão na terceira geração. Entre eles, a Chapelaria Porto, que fabrica e recupera chapéus desde 1880, a Casa Leal, que conserta relógios há 87 anos, ou a Arnaud Marcolino, referência em restauração de obras de arte há mais de sessenta anos. As dicas estão aí. Aproveite.

ABAJURES E LUSTRES

Felipe Varanda/Strana
Domingos e seu tio João: experiência na arte de reformar lustres

LAMPADÁRIO SÃO JOSÉ, Rua General Polidoro, 20, loja G, Botafogo, 2541-3096. 8h/18h (seg. a sex.).
Majestosos, os lustres antigos pendem do teto da loja, brilhando como novos. Nem de longe seu estado atual faz lembrar aquele em que chegaram à oficina, em São Gonçalo: empoeirados, com peças lascadas e pingentes faltando. A modificação se dá pelas mãos mágicas de Domingos Vaccariello e de seu tio João Pereira do Carmo, que há mais de trinta anos criaram o Lampadário São José. Além de reformar e lavar lustres de cristal e bronze, eles transformam estatuetas em luminárias de mesa, vasos de porcelana em lampiões elétricos e fazem lustres sob encomenda. Os lustres são retirados da casa do cliente e, depois da reforma, reinstalados. Se houver espaço, podem ser lavados na própria residência. O preço para lavar um lustre grande de cristal, de oito braços, gira em torno de 300 reais.  
LUMIÈRE, Rua Raimundo Correia, 27, loja A, Copacabana, 2236-1270. 9h/19h (seg. a sex.) e 9h/14h (sáb.).
O negócio começou com a avó e a tia, há 45 anos, na antiga loja de abajures Ouro Preto. Ganhou fama com o pai, o restaurador Ernesto Cardin, que transformava lustres e candeeiros em abajures e reproduzia modelos sob encomenda. Hoje, o arquiteto Luiz Machado Cardin dá continuidade à tradição familiar. Conserta e faz sob medida cúpulas de abajur de pergaminho, opalina ou tecido. Também transforma peças, como garrafas antigas e máquinas de costura de época, em bases para abajur e faz douração e pátina em modelos tradicionais. “A gente ainda desenvolve luminárias, criadas por arquitetos, de metal, madeira e ferro”, diz Luiz, que já fez trabalhos para profissionais como Luiz Fernando Grabowsky e Chicô Gouvêa. A reforma de um abajur custa a partir de 25 reais. Também restaura móveis, peças de metal e porcelana.

 
CANETAS, CACHIMBOS E ISQUEIROS
JOSIAS – REPAROS E VENDAS, Rua Uruguaiana, 118, sala 608, Centro, 3852-7643 e 2221-1019. 9h/18h (seg. a sex.).
Há quarenta anos, Josias Machado conserta isqueiros de todos os estilos. Dos americanos Zippo aos franceses Dupont. São peças à base de fluido, gás, gasolina, resistência e até com maçarico (os usados para charuto). Os consertos demoram de duas horas a um dia. “Com a queda do uso de isqueiros ao longo dos anos, tive de me especializar também no reparo de canetas e cachimbos”, diz Machado. A loja ainda vende e aluga isqueiros, cachimbos, canetas e piteiras antigas para a produção de filmes.  

Felipe Varanda/Strana
Edson (à esq.) e Agostinho: referência no conserto de canetas

PERITO DOS CACHIMBOS, Rua da Quitanda, 47, sala 306, Centro, 2242-1097. 9h/19h (seg. a sex.).
O português Agostinho Ferreira Pires se especializou primeiro no conserto de cachimbos e isqueiros. No decorrer dos anos, dedicou-se também a outro produto, o que lhe valeu o apelido de “Agostinho das Canetas”. Sua loja é uma das mais tradicionais na reforma de canetas, dos modelos tinteiro às mais modernas esferográficas. “Temos peças antigas para reposição e também confeccionamos outras”, diz Edson Dias, 53 anos, há 37 na loja. Ali são consertadas canetas Parker, Sheaffer, Montblanc, Cartier.. A maioria dos consertos custa entre 5 e 50 reais. A loja faz reparos em cachimbos e isqueiros de todas as marcas.

 


Cláudio Rossi
Com cinco décadas de experiência, a loja Perito dos Cachimbos conserta e reforma canetas, isqueiros e cachimbos e é referência para colecionadores

CASACOS DE COURO E PELE
ALVES CONSERTOS, 2274-6208. Atendimento com hora marcada.
Ailce Abreu Alves reforma casacos de pele, principalmente de visom e lontra, desde a década de 1950. Transforma o godê em modelo mais reto, muda o formato da manga, encurta, aperta, alarga, troca forro. Também faz limpeza e imunização das peças, para livrá-las de traças e fungos. O trabalho de imunização pode demorar até dez dias e custa, no mínimo, 100 reais (preço cobrado para uma estola
pequena).  

 

Felipe Varanda/Strana
Geraldo Spozel: reforma casacos, bolsas e malas de couro
GERALDO SPOZEL,
Rua Siqueira Campos, 75, loja A, Copacabana, 2548-2693 ou 2235-4553. 9h/19h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
Advogado, Geraldo se dedica há pouco mais de dez anos a consertar e reformar peças de couro e pele. Na loja, ele esbanja criatividade. “Aqui, casaco de pele vira bolsa, mantô vira tailleur e um casaco preto pode ficar branco”, diz.. Ele também conserta malas de grifes famosas, como Louis Vuitton – troca fechos, alças, rodinhas –, faz sapatos sob encomenda e consertos em roupas de couro, camurça, chamois e pele, além de lavar os modelos. A lavagem de um casaco de couro custa entre 60 e 140 reais.
CERZIDOS
CERZIDEIRA MALHEIROS, Rua Siqueira Campos, 53, sala 502, Copacabana, 2255-9692. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/12h (sáb.).
O baiano Renato Santos, 66 anos, começou a trabalhar na Cerzideira 22 anos atrás. Há quatro, tornou-se dono do lugar. Ele começou a aprender o ofício de alfaiate com 10 anos, no interior da Bahia. E nunca mais largou a máquina de costura. Na oficina, oferece serviços como apertar um blazer (entre 50 e 80 reais) e estreitar a largura dos ombros (40 reais). Ele trabalha com três cerzideiras, experts na arte de disfarçar pequenos rasgos e furos em qualquer tipo de tecido (30 reais, no mínimo). “Na lã, no linho, na casimira, o cerzido fica imperceptível. Na seda e na renda, a gente pode dar um jeito, mas não fica tão bom”, diz.
CHAPÉUS
Felipe Varanda/Strana
Almir Damaso: sua família faz chapéus desde 1880

CHAPELARIA PORTO,
Rua Senador Pompeu, 114, sobrado, Centro, 2253-9605. 9h/18h (seg. a sex.)
O trabalho é artesanal e a técnica se mantém inalterada há três gerações. Almir Romão Damaso, 65 anos, aprendeu o ofício de fazer chapéus com o pai, que por sua vez aprendeu com o avô, um português que em 1880 abriu a Chapelaria Porto. A loja, que já chegou a ter dezesseis funcionários, funciona desde o início na mesma rua e até a máquina de costura e as fôrmas de madeira são as mesmas usadas 125 anos atrás. Hoje, Almir faz todo o trabalho sozinho: fabrica, lava e reforma qualquer modelo de chapéu, de palha ou tecido. “Durante uma época boa, parte da sociedade e da malandragem carioca fazia chapéus aqui”, lembra. Agora, entre os clientes estão produtoras de moda, cinema e TV. O conserto de um chapéu custa a partir de 15 reais.
CRISTAIS, PRATAS E PORCELANAS

 

Felipe Varanda/Strana
Ao Faz Tudo: 95 anos de tradição no restauro de antigüidades

AO FAZ TUDO,
Rua Visconde do Rio Branco, 17, Centro, 2508-9415. 8h30/17h30 (seg. a sex.) e 9h/14h (sáb.).

Há 95 anos instalada num galpão de 300 metros quadrados no Centro, restaura móveis, lustres, quadros, louças de cristal, peças de biscuit, estatuetas de bronze, imagens de mármore, painéis de azulejos. “A gente consegue recuperar, por exemplo, uma xícara de porcelana em pedaços ou uma taça de cristal apenas com a borda quebrada”, diz Álvaro Costa, um dos onze sócios. A loja foi aberta pelo português José Ramos, que começou restaurando bonecas de biscuit. Hoje, é administrada por ex-funcionários. Restauro de peças de cristal a partir de 30 reais e de porcelana desde 50 reais.  
ARNAUD MARCOLINO RESTAURAÇÕES,
Rua Arnaldo Quintela, 107, Botafogo, 2541-0597. 9h/19h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
Arnaud Marcolino da Silva aprendeu o ofício com o pai e abriu a oficina de restaurações sessenta anos atrás, em Copacabana. Hoje, aos 86, vai pouco ao ateliê, administrado pela filha, Doralice Margarida, que há quase trinta anos se iniciou na delicada arte de fazer ressurgir dos cacos pratos, vasos e luminárias da mais fina porcelana e estatuetas de marfim. Dora e sua equipe também restauram imagens religiosas e peças de cristal e prata. Restaurar um prato de porcelana quebrado ao meio, com pintura só nas bordas, custa, em média, 200 reais.

 

A Arnaud Marcolino Restaurações recupera imagens de santos, como o São José de papel machê, além de objetos de porcelana e marfim
DISCOS DE VINIL
DIGITAL PS MASTERIZAÇÕES,
2537-8087 ou 3902-2505. Atendimento com hora marcada.

No estúdio, em Botafogo, com equipamentos de última geração, como Cedar e NoNoise, da Sonic Solutions, Alexandre Ferreira Canano reduz chiados e estalos de discos de vinil. “Em alguns casos, os ruídos ficam imperceptíveis.” Alexandre restaura LPs de todas as rotações (33, 45 e 78). Dá jeito inclusive no que ele chama de “clicks gigantes”, provocados por arranhões profundos. Por meio de um sofisticado processo computadorizado, os ruídos são reduzidos e as músicas gravadas em CDs e DVDs.

FITAS DE VÍDEO
ANTÔNIO ALBUQUERQUE FILHO, 2225-3529 ou 9199-5174.
Fotógrafo, técnico de audiovisual e funcionário da PUC há quase quarenta anos, Antônio é especialista em limpar fitas de vídeo VHS, Beta, U-Matic, além de fitas cassete e de rolo grande. O trabalho para tirar o mofo e a poeira acumulados é minucioso e pode levar pouco mais de uma hora ou semanas. Antônio também faz cópia em DVD de slides e filmes super-oito e 16 milímetros. O salvador de imagens, que já fez trabalhos para o cineasta Sílvio Tendler, ensina que, para conservar as fitas, o ideal é guardá-las em pé e dar uma rebobinada a cada quatro ou seis meses. Para limpar uma fita de vídeo de até duas horas ele cobra entre 10 e 15 reais.

FOTOS
FOTO SIROTA, Avenida Rio Branco, 133, sala 606, Centro, 2508-8276 e 2224-7186. 8h30/18h (seg. a sex.).
Especializada em retoque e restauro de imagens, a loja está na terceira geração de profissionais. Começou há 74 anos, com Nunea Sirota, fotógrafo da Corte Imperial da Rumânia (hoje Romênia), que chegou ao Rio no início do século passado. Agora, seu filho Meyer, de 73 anos, e o neto Daniel, de 32, cuidam de tudo. Eles recuperam fotos em qualquer estado: amassadas, rasgadas, amareladas e com pedaços faltando. Na parte de retoque, podem sumir com rugas, tirar papadas e até diminuir um olho arregalado. A recuperação de uma foto 10 por 15 sai por 60 reais.

 

Criada por um ex-fotógrafo da corte imperial romena, a Foto Sirota retoca e restaura fotografias há 74 anos

GUARDA-CHUVAS
TIA LU, Avenida Passos, 56, Centro, 2509-0151. 9h/18h (seg. a sex.) e 9h/13h (sáb.).
 Em 1936, Antônio Barbosa abriu a Manufatura Cleuza, onde fabricava e vendia guarda-chuvas. A loja mudou de nome e endereço, mas continua com a família e até hoje vende, conserta e reforma guarda-chuvas, trocando das varetas ao tecido. Quem está à frente do negócio é Aílton Barbosa, neto de Antônio. “Só não conserto aqueles modelos vendidos por camelôs”, avisa. Também reforma barracas de praia.
JÓIAS E BIJUTERIAS

 

Felipe Varanda/Strana
Vicente Gammino: o engenheiro herdou do pai o talento de ourives
TONY JÓIAS, Rua Francisco Sá, 95, loja O, Copacabana, 2287-2349. 10h/18h (seg. a sex.).
Há dezenove anos, o engenheiro químico Vicente Gammino, de 54, assumiu a loja, aberta quarenta anos atrás pelo pai, Antônio, um italiano nascido no Egito, onde teve uma ouriversaria. Ali, consertam-se jóias ou bijuterias – da solda em cordão (entre 8 e 10 reais) à transformação de um brinco de tarraxa em brinco de pressão (14 reais) ou o conserto do fecho de uma pulseira. Também faz réplica de jóias.

LIMPEZA DE ESTOFADOS
PROTEJA, Rua Almirante Pereira Guimarães, 72/201, Leblon, 2294-2359. Atendimento com hora marcada.
Há 36 anos no ramo, é referência para arquitetos e decoradores quando o assunto é lavagem de sofás, poltronas, cadeiras, cortinas e tapetes. Trabalha com qualquer tecido: couro, seda, tafetá. O sabão é elaborado de acordo com cada peça. Também faz impermeabilização de estofados, com uma técnica especial. “Ela aumenta a vida útil do tecido em dez vezes”, diz o dono, Inácio Pedro dos Santos. O serviço é realizado na casa do cliente. A lavagem de um sofá de três lugares custa, em média, 200 reais.

MALAS
REI DAS MALAS, Rua Senhor dos Passos, 96, Centro, 2224-2750 e 2242-4453. 9h/18h (seg. a sex.) e 8h30/13h (sáb.).
A idéia de oferecer um serviço adicional surgiu logo após a abertura da loja, há 35 anos, pelo libanês Farid Antônio. “Meu avô percebeu a vantagem de oferecer também o conserto dos produtos que vendia”, diz Gláucio Farid, que toca o negócio com três irmãos e o pai. Além de vender malas, bolsas, pastas e mochilas escolares, eles consertam qualquer um desses produtos. Não precisa ter sido comprado ali. Dependendo da urgência, os reparos são feitos no mesmo dia. Entre os serviços oferecidos estão troca de rodinhas (a partir de 14,99 reais), conserto de zíper (desde 9,99 reais) e recuperação de armações (na faixa de 19,99 reais).

MANCHAS EM TECIDOS
LAVANDERIA BRANCA DE NEVE, Rua Almirante Gonçalves, 15-B, Copacabana, 2521-4949. Filial no Recreio dos Bandeirantes, 2490-4007.
Tira manchas nos mais variados tipos de tecido, inclusive couro, chamois e camurça. “Trabalhamos com roupas finas, como vestidos de noiva e de festa, e resolvemos 90% das manchas”, orgulha-se o português Celestino Vivas, 58 anos, que trabalha desde os 17 na lavandeira, aberta pelo pai, em 1962. Também lava cortinas e tapetes. A lavagem de um vestido de noiva custa entre 100 e 550 reais, e o tempo de entrega varia de quinze a trinta dias; de um vestido de festa, entre 30 e 200 reais.

MÓVEIS
RESTAURADOR JOSÉ DOS ANJOS, 2293-7296 e 9813-3588. 8h/20h (seg. a sex.). Visitas com hora marcada.
Originário de uma família com tradição no ofício – seu pai, tios e primos são marceneiros no Ceará –, José dos Anjos começou a trabalhar com antiquários quando chegou ao Rio, em 1974. Especializou-se na restauração de mobiliário antigo, principalmente francês, inglês ou chinês. José também recupera móveis de estilo. Com a ajuda dos três filhos, ainda faz pátina e douração em peças. Entre seus clientes, o antiquário Armando Camarão e os arquitetos Geraldo Lamego, Luiz Fernando Redó e Chicô Gouvêa. O restauro de uma cadeira de época custa cerca de 150 reais.

OBRAS DE ARTE EM PAPEL
Felipe Varanda/Strana
Lúcia: experiência na recuperação de obras de arte em papel

ATELIÊ LÚCIA VILASECA, Rua Paulo Barreto, 98, casa 11, Botafogo, 2275-5359. 9h/17h (seg. a sex.).
Munida de lupa, bisturi cirúrgico, pinças e trinchas, a artista plástica e museóloga Lúcia Vilaseca recupera, há 22 anos, gravuras e desenhos que sofreram danos por umidade, luminosidade excessiva e ação de fungos, que tiveram rasgos ou estão se esfarelando. “É um trabalho artesanal que exige paciência”, diz. No currículo, um estágio no laboratório da Casa Rui Barbosa, outro no Museu Reina Sofia, na Espanha, a recuperação de trabalhos de artistas como Lygia Clark e Rubens Gerchman e até obras de Salvador Dalí e Picasso. “Se não há como recuperar totalmente, pelo menos dá para fazer a limpeza e o acondicionamento correto”, diz Lúcia. Os preços variam entre 100 e 1 000 reais.
RELÓGIOS

 

Felipe Varanda/Strana
Casa Leal: conserto de relógios antigos ou modernos

CASA LEAL, Rua Visconde de Pirajá, 281, sobreloja 218, Ipanema, 2521-0787. 10h/18h (seg. a sex.) e 10h/13h (sáb.). ( 21 -2255-4810). Rua Barata Ribeiro, 681, loja B, Copacabana.
Especializada em conserto de cucos e relógios de carrilhão, foi aberta pelo relojoeiro Simão Leal há 87 anos e comprada em 1937 por seu funcionário Nestor Rodrigues Pereira. O nome, a fama de bons serviços e a tradição familiar se mantêm. A familia continua à frente do negócio, na loja de Copacabana e na loja de Ipanema. Toda a equipe de relojoeiros tem pelo menos trinta anos de experiência em conserto, limpeza e restauro de relógios antigos, de marcas famosas e até de modelos mais recentes, a bateria ou a pilha. O reparo de um relógio antigo demora em média vinte dias e custa a partir de 150 reais. Também conserta caixas de música.

 

A Casa Leal, aberta em 1918, mantém funcionários que há mais de quarenta anos dão vida nova a cucos e aos mais antigos e variados modelos de relógio de carrilhão
ROUPAS FINAS
OFICINA ESPERANZA CRESPI, Rua Visconde de Pirajá, 577, sala 203, Ipanema 2259-4767. 8h/17h45 (seg. a sex.). Atendimento com hora marcada.
Esperanza foi modelo e dona de confecção. Há sete anos, abriu a oficina de consertos de roupas femininas e masculinas. Nas araras, peças de grifes estrangeiras, como Ann Taylor, Versace, Diesel, Ungaro. À frente de três costureiras, Esperanza trabalha com todos os tipos de tecido, inclusive couro. Diminuir a largura do ombro do blazer forrado custa em torno de 45 reais. A bainha da calça de couro sai por 15 reais. Apertar uma calça jeans custa entre 20 e 25 reais.
SAPATOS
SAPATARIA JANGADEIROS, Rua Jangadeiros, 15-C, Ipanema, 2247-2922. 8h/19h (seg. a sex.) e 8h/13h (sáb.).
O paraibano José Oliveira de Araújo Sobrinho abriu a sapataria há 41 anos. Sentado em um banquinho de tiras de couro, o tímido e experiente sapateiro, de 58, resiste à cultura do descartável fazendo consertos e reformas caprichados. Troca o salto da sandália por outro mais moderno (20 reais), forra sapato fechado (60 reais) e chanel (120 reais) e pinta qualquer modelo de calçado.
TAPETES
ISFAHAN, Avenida Epitácio Pessoa, 1772, Lagoa, 2523-1141. 9h30/18h30 (seg. a sex.) e 10h/15h (sáb.).
Lava e restaura tapetes turcos, iranianos, caucasianos (região montanhosa entre o Mar Negro e o Cáspio), paquistaneses, afegãos e de outras procedências do Oriente. “Quanto mais fino e delicado o tapete, mais demorado o conserto”, diz o francês Alain Bueno, que há 42 anos trabalha no ramo e treinou um grupo de moças para fazer os consertos. Dependendo da extensão do dano e da qualidade do tapete, o trabalho pode demorar de quinze dias a dois meses. O reparo numa área de 15 centímetros quadrados num tapete de lã sai a 300 reais.

TÊNIS
Felipe Varanda/Strana
Antônio: o ex-engenheiro da IBM hoje reforma tênis
TECTÊNIS, Rua Barão de Itapagipe, 264, loja 104, Rio Comprido, 2273-4994. 8h/18h (seg. a sex.). Informações sobre coleta no site www.tectenis.com.br.

Depois de 28 anos na IBM, o engenheiro Antônio Fernando Araújo abriu, em 1996, sua empresa de conserto e reforma de tênis. “Em vez de limitar o negócio a um endereço, fiz parcerias com sapateiros, lavanderias e academias de ginástica”, diz Araújo. A firma conta com cinqüenta pontos de coleta de tênis por toda a cidade, de Campo Grande à Zona Sul. Por mês, cerca de 500 tênis são lavados, higienizados (entenda-se tirar o chulé) ou recuperados. Entre os serviços mais freqüentes, colagem do bico (15 reais), pintura (40 reais) e troca da sola (60 reais).

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