O clube do filme e cinematerapia

Cinema e livros andam de mãos dadas. Não é raro livro virar filme. Na realidade, muitas vezes, o cinema fica em desvantagem. Pois o livro, quando lido antes, cria em nossa mente, imagens diferentes daquelas que costumamos assistir na telona. E, estas imagens costumam ser mais ricas e detalhadas em nosso imaginario. Raros são os filmes que superam a versão escrita. É o caso de “O nome da Rosa”, inspirado no livro de Umberto Eco. Ou Blade Runner, do diretor Ridley Scot, que deixou longe o romance de ficção de Philip K. dick, com todo respeito aos fãs deste monstro da ficção cientifica. Mas é ótimo saber que cinema e livros podem ajudar quem esta se debatendo. É o caso do livro “O clube do filme” de David Gilmour. Desempregado, na época, e com dinheiro contado, vivia uma fase complicada. Além disso, o filho de 15 anos, colecionava reprovações em todas as disciplinas. Diante da falta de rumo do rapaz, formulou uma proposta radical: O garoto poderia sair da escola – e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel – desde que assistisse toda semana três filmes escolhidos pelo pai, e com o pai. Assim surgiu “O clube do filme”.  Semana a semana, pai e filho, discutiam o melhor e o pior dos filmes. Em um momento em que um pai geralmente encontra fechadas as portas para o universo interior de um filho adolescente, essas sessões os mantinham em constante diálogo – sobre mulheres, música, dor de cotovelo, trabalho, drogas, amor, amizade. Este é um livro que mexe com nossas opiniões e idéias sobre vínculos familiares, bem ou mal resolvidos, ao mesmo tempo que encanta com o fascinio do cinema e o poder do afeto. Nas palavras do autor: “É um exemplo do que o cinema é capaz, de como os filmes podem vencer suas defesas e realmente atingir seu coração.” Vale a pena conferir.

Já em cinematerapia, de Nancy Peske e Beverly West, um guia de filmes para todos os momentos da vida. Cerca de 150 filmes, tanto clássicos quanto contemporâneos, para os mais diversos momentos e estados de espirito. Remédio eficaz: Levanta o astral, acalma a ansiedade, faz sair da monotonia, emociona e apresenta novas perspectivas.

Que tal tentar? Segue uma lista de filmes que podem mudar seu ponto de vista. Boa diversão!

O segredo da ilha (the secret of roan inish, 1994)

Garoto selvagem (The wild Child, 1969 – François Trufault)

Edward mãos-de-tesoura (Edward scissorhands, 1990)

Frida (Frida 2002 – Julie Taymor)

Vivendo no abandono (Living in oblivion, 1995 – Tom Dicillo)

 

 

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s