Um livro chamado mundo – diários de viagem

 Relatos de viagem sempre fascinam. Quem não sonhou com destinos exóticos e ilhas paradisiacas. De Kafka à Hemingway, de Virginia Wolf à Camus, os relatos de viagem encantam. Revelam não só a paisagem  mas a riqueza da alma e a sensibilidade de quem relata.  Podemos citar Joseph Conrad que passou boa parte da juventude entre portos e destinos exóticos e depois escreveu Lord Jim. O delirante Rimbaud que atravessou desertos e enfrentou beduinos para vender armas e o moderno beat kerouac. Com o advento da internet  tornou-se possivel acompanhar uma viajem on-line. Blogs e sites trazem todo tipo de informação e dica sobre lugares, hospedagem e diversão. O mundo já não apresenta destinos exóticos e desconhecidos. É possivel aventurar-se até mesmo na Coréia do Norte; um destino dos mais evitados e estranho para os ocidentais.  Mas nada substitui a viagem real. Aquela que fazemos no intuito de conhecer e absorver outra cultura. Aquela que nos enche de sons e imagens. Estas, certamente, são as que se parecem com os livros. “O mundo é um livro. Aqueles que não viajam lêem somente uma página”, escreveu Santo Agostinho. É neste contexto que o BLOG VIA TRIP (www.viatrip.wordpress.com)  surge. Relato de viagens da autora , fotos e a emoção das vivências  pela América do Sul. Demonstrando que apesar da evolução tecnológica continuamos dependentes da palavra e das imagens para revelar o mundo que nos cerca. Se há algo bom e edificante na evolução da internet é a resurgimento da escrita. Através dela as pessoas expressam sua vida e cotidiano. Muitas vezes sem o talento dos escritores que admiramos mas com a mesma emoção e vontade de retratar nosso mundo e nossa época. Nenhuma época produziu tantos relatos, imagens e impressões como esta que estamos vivendo.  Aproveitamos a deixa e citamos uma lista de livros que certamente farão você viajar ao redor da terra. Boa Viagem e boa leitura.

A Rainha Allermarle ou o Último Turista – Jean Paul Sartre

Jean Paul Sartre
Neste livro Sartre surpreende ao deixar de lado as questões existenciais rígido para relatar, por meio de despojadas anotações e impressões, a beleza de cidades como Nápoles, Capri, Veneza e Roma (em visita a Carlo Levi). Ao lado da leveza das palavras do turista, encontra-se o pensador erudito, o romântico e o sempre presente crítico aguçado.

A Rainha Allermarle ou o Último Turista
Jean Paul Sartre
Editora Globo

Pé na Estrada – Jack Kerouac
Romance de estréia do movimento beatnic. Jack Kerouacu inaugurou o estilo de romance de fluxo de consciência onde tudo parece uma alucinante viagem literária .
Pé na Estrada
Jack Kerouac
L&PM

7 Dias na Nicaragua Líbre – Lawrence Ferlinghetti

Se Jack Kerouac é o pai, irmão e amante do movimento beatnic, Lawrence Ferlinghetti é seu padrinho. Dono na famosa City Lights, livraria e editora que publicou a maioria dos livros dos beatnics, Ferlinghetti também era um ótimo escritor. Neste pequeno livro, ele narra uma visita ao país, convidado pelo então ministro da Cultura da Nicarágua, Ernesto Cardenal.

7 Dias a Nicaragua Libre
Lawrence Ferlinguetti
L&PM (fora de catálogo)

Diários de Viagem Franz Kafka

A personalidade soturna do escritor húngaro, o famoso autor de O Processo e Metamorfose, revela uma outra faceta em seus diários de viagem. Aqui Kafka revela com ironia acontecimentos e pensamentos sobre viagens feitas pela Europa entre 1911 e 1915.

Diários de Viagem
Franz Kafka
Atalanta

Na Pior em Paris e Londres – George Orwell

O costume do gap year, período em que os ingleses passam viajando antes de assumir a vida adulta vem dos tempos, é uma herança da geração vitoriana. Orwell, porém, passou esse período na Birmania, experiência que inspirou seu primeiro romance, Dias na Birmânia. na sequencia, o escritor perambulou pelas ruas de Paris e Londres como um flaneur, longe das benesses da aristocracia e bem perto da realidade pobre e boemia.  Seu contato com a pobreza foi crucial para que ele passasse a simpatizar com o comunismo e lutasse anos depois na Guerra Civil Espanhola, que daria título ao famoso relato de guerra.

Na Pior em Paris e Londres
George Orwell
Companhia das Letras

Confesso que Vivi – Pablo Neruda

O poeta chileno tornou-se diplomata por indicação no início do século passado. Seu relato sobre viagens, incluindo a fuga de regimes políticos autoritários e o contato com Frederico Garcia Lorca e outros grandes nomes do século XX são narrados em Confesso que Vivi. O livro é tido como a obra prima do poeta e é colocado muitas vezes lado a lado com seus maiores poemas.

Confesso que Vivi
Pablo Neruda
Bertrand Brasil

Visite o blog: www.viatrip.wordpress.com

 

 

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