Curiosidades sobre autores e livros

 Qual leitor não gosta de saber sobre seus autores e livros prediletos? Nossa curiosidade quase sempre esbarra em questões simples e pontuais. Enveredamos pela Obra mas deixamos de saber detalhes que demonstram o “por que” e “para que” determinados livros foram escritos. Selecionamos abaixo algumas destas curiosidades. Boa leitura.

Você sabe quais são os livros mais vendidos do mundo?

O livro mais vendido do mundo é a Bíblia, calcula-se que até os dias de hoje tenham sido vendidos mais de 11 milhões de exemplares da versão integral, sem falar das versões menores, como separatas dos Testamentos, Salmos e outros livros que a compõem.  A Bíblia já teve grandes lustradores como Gustave Doré, que também ilustrou a Divina Comédia de Dante Aleghieri e Dom Quixote de Cervantes.  O segundo livro mais vendido é o Al corão, depois vem o Livro Vermelho de MaoTseTung.

Slogan da Coca-Cola feito por Fernando Pessoa?

 Fernando Pessoa (1888-1935) ao ser chamado para fazer o slogan do refrigerante que começaria a ser comercializado em Portugal, entre os anos de 1927 e 1928, teria escrito a seguinte frase: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Mas de acordo com o governo ditatorial de Salazar, a frase de Pessoa fazia alusão às drogas. Proibida pelo ditador, a bebida só pode ser comercializada em 1977, três anos após o fim da ditadura.

Você sabe o que é o “Mal de Bartleby”?

Trata-se de uma síndrome que faz os escritores desistirem de escrever. O nome “Mal de Bartleby” foi dado pelo espanhol Enrique Vila-Matas. O nome surgiu do conto “Bartleby, o escrivão”, de Herman Melville, o mesmo autor de “Moby Dick”. Na história, o melancólico Bartleby trabalha em um escritório em Wall Street e, estranhamente, ao ser indagado sobre qualquer tarefa a ser realizada, responde: “Eu preferia não fazer”. Vila-Matas, inspirado na narrativa, escreveu o livro “Bartleby e companhia”, em que menciona vários autores que desenvolveram a síndrome que os levou a interromper seus escritos. O poeta francês Arthur Rimbaud (1854-1891) é um dos acometidos por este mal, pois começou a fazer poesias aos dezesseis anos e aos dezenove, depois de escrever livros importantes como “Uma temporada no inferno” e “Iluminações”, simplesmente desistiu da literatura para sempre. Outro exemplo mais próximo, brasileiro e atual, é Raduan Nassar, que depois de publicar poucas histórias, entre elas o admirável romance “Lavoura arcaica”, afirma que parou de escrever definitivamente para se dedicar à agricultura.

Você sabe quem foi o primeiro latino-americano a ganhar o Nobel de Literatura?

 O primeiro Prêmio Nobel de Literatura concedido a alguém da América Latina foi destinado para uma mulher, a chilena Lucila Godoy Alcayaga (1889-1957), conhecida pelo pseudônimo de Gabriela Mistral, no ano de 1945. A obra mais conhecida da autora é “Sonetos de la muerte”, marcada pelo impacto da dolorosa experiência do suicídio de seu noivo. Nos sonetos, o eu-lírico de Mistral manifesta um desejo de acolhimento em relação ao ser que se foi. Outro dado curioso é que o polêmico Prêmio Nobel de Literatura, criado em 1901 e criticado por não contemplar vários escritores importantes, só referendou quatro outros latino-americanos, além de Mistral: o guatemalteco Miguel Angel Asturias (1967), o também chileno Pablo Neruda (1971), o colombiano Gabriel García Márquez (1982) e o mexicano Octavio Paz (1990).

 
Você sabe qual livro inspirou o nome da banda The Doors?
The Doors foi uma das bandas mais importantes do cenário da contracultura musical da década de 1960. Capitaneada pelo carismático Jim Morrison, o grupo norte-americano alcançou grandes sucessos entre 1967 (ano de “Light my fire”, por exemplo) e 1971 (data do último disco, L. A. Woman). Após confusões com a polícia e envolvimento com drogas, Morrison refugiou-se em Paris, aonde veio a falecer prematuramente, de causas ainda hoje obscuras, a 3 de julho de 1971. A morte do líder decretou o fim da banda; no entanto, morto o homem, entrou em cena o mito, ajudado em muito pelo cinema – lembre-se apenas da música “The end” como trilha sonora de Apocalipse now, de Francis Ford Coppola, e a cinebiografia The Doors, de Oliver Stone, com Val Kilmer no papel de Morrison. O que pouca gente sabe é que a inspiração do nome da banda vem do livro As portas da percepção, de Aldous Huxley, escritor inglês de livros como Admirável mundo novo e Contraponto. Em As portas da percepção, o autor detalha as experiências causadas a partir da ingestão de drogas alucinógenas, as quais permitiriam, ao ser humano, reduzir a filtragem das impressões e das imagens que existem à nossa volta – ou seja, metaforicamente falando, as drogas poderiam abrir as “abrir as portas da percepção” do ser humano. Huxley, na verdade, basseou-se em William Blake, que na tradução de José Arantes diz:
 
“Se as portas da percepção estivessem limpas
Tudo se mostraria ao homem tal como é, infinito”.
 
 
 

Você sabe que famoso autor alemão escrevia de pé?

Trata-se de Johann Wolfgang von Goethe (1749 – 1832), uma das mais importantes figuras da literatura alemã. Dizem que o autor gostava de escrever seus textos em pé e que a sua principal obra, Fausto, foi criada dessa forma. Para possibilitar que os livros fossem escritos por Goethe na posição vertical, o alemão tinha uma escrivaninha alta, específica para a tarefa.  Comenta-se que o intelectual acreditava que a posição vertical favorecia o processo de criação. Escrever em pé, dessa forma, canalizaria a energia criativa, de modo que ela fluísse do corpo para o papel.
 

Cecília Meireles e Fernando Pessoa, um encontro que não aconteceu?

Em viagem a Portugal, Cecília Meireles (1901-1964) marcou um encontro com Fernando Pessoa (1888-1935) no café “A Brasileira”, em Lisboa. Esperou por ele durante duas horas inteiras e quando retornou para o hotel, recebeu um livro autografado pelo poeta. O presente acompanhava um bilhete com a explicação: Fernando Pessoa tinha lido seu horóscopo pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.

 

Você sabe como J.R.R.Tolkien teve a ideia de escrever “O Hobbit”?

Um certo dia, corrigindo provas, J.R.R Tolkien (1892-1973) simplesmente escreveu em uma folha em branco “Numa toca no chão vivia um hobbit”, desde então decidiu que descobriria quem ou o que era o tal hobbit, dando, em seguida, nascimento a Bilbo, o tal hobbit do título, e a uma das histórias de aventura mais conhecidas das crianças inglesas. O hobbit é muito antigo, de estatura pequena e pacífico. Além de “O hobbit”, Tolkien criou a saga do “Senhor dos Anéis” em que as personagens principais são hobbits. Tolkien ficou conhecido como o “pai da moderna literatura fantástica”, por suas criações de seres e linguagens.

 

 

 

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