Millôr Fernandes – 1923-2012 –

 

Há polêmica sobre a data de nascimento de Millôr. A família não sabe ao certo se foi em 16 de agosto de 1923 ou em 27 de maio, mas a carteira de identidade do desenhista aponta como certo o dia 27 de maio de 1924. Nascido no Meier, bairro do Rio de Janeiro, Millôr deveria ter se chamado Milton Viola Fernandes. Porém, por causa de uma caligrafia duvidosa, foi registrado como Millôr – fato só descoberto por ele aos 17 anos. Em 15 de março de 1938, deu o primeiro passo na carreira de jornalista, assumindo o ofício de repaginador, factótum e contínuo no semanário “O Cruzeiro”. No mesmo período, Millôr ganhou um concurso de contos na revista “A Cigarra” utilizando o pseudônimo Notlim. Posteriormente, ao assumir a direção da publicação, passou a assinar seus artigos, publicados na seção “Poste Escrito”, como Vão Gogo. E não parou mais…Teatro, charge, contos e por ai vai. Millôr é um tipo raro de inteligência. Sempre combinando bom humor e inteligência. Prova viva de que o bom humor é e sempre será uma caracteristica dos mais civilizados. Não é a toa que dividiu o primeiro lugar na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires com o desenhista norte-americano Saul Steinberg, em 1955. Na década de 70  assumiu a editoria do “Pasquim”, a partir de novembro de 1970, mês em que a redação inteira do jornal foi presa após publicar uma sátira do quadro “Independência ou Morte”, do pintor Pedro Américo. Graças a Millôr, o jornal manteve sua circulação, o que frustrou o objetivo dos militares – os jornalistas presos foram liberados em fevereiro do ano seguinte. A última edição da primeira fase do “Pasquim” foi publicada em 11 de novembro de 1991, tendo como único integrante da equipe original o cartunista Jaguar. Colaborador da revista “Veja” de 1968 a 1982 e de setembro de 2004 a setembro de 2009, Millôr processou o veículo da Editora Abril quando seu conteúdo foi colocado na internet – fato não previsto no contrato de seu primeiro período como colunista. O autor pedia uma indenização de R$ 500 mil. Além das publicação na mídia diária, Millôr se notabilizou como autor de peças teatrais, como “Liberdade, Liberdade”, “É…” e “Bons Tempos, Hein?!”. Nas letras, publicou dezenas de prosas, como “Trinta Anos de Mim Mesmo”, “Novas Fábulas Fabulosas” e “Millôr Definitivo – A Bíblia do Caos”. Em 2000, lançou o site “Millôr Online”, espaço utilizado para pesquisa de textos antigos e publicação de novos materiais. A última atualização ocorreu em junho de 2011. Millôr agora é mito…e nosso País fica mais pobre culturalmente. Vai com Deus Millôr.

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 “Morrer é o que nunca conta com, porque sempre acha que não vai já”

” Há moribundos de um dia e os de uma vida inteira.”

A maior causa da mortalidade são os nascimentos.”

Morrer não tem perdão.”

 

 

 

 

 

 

 

 

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