Ricardo Piglia – O caminho de Ida da literatura Argentina

ricardo

Ricardo Piglia é um dos autores argentinos mais importantes do momento. Nascido em Adrogué, Província de Buenos Aires, é autor de “Respiração Artificial”, “Dinheiro queimado” e outros. O texto de Piglia é das antigas, com narrativa linear e tramas que mesclam  literatura policial e o aprofundamento psicológico dos personagens. Ele narra e descreve  dand0 fluidez e agilidade à história – dois elementos imprescindíveis em um bom romance policial. Mas engana-se quem pensa que os livros de Piglia sejam de fácil leitura.  Avesso às experimentações, o argentino Piglia é um típico herdeiro da literatura latina e dos autores eruditos. A mistura Borges, Greene e literatura Noir garantem histórias de tirar o folego. Uma delas pode ser conferida no cinema: “Plata Queimada”.  Piglia transita entre os meandros da literatura argentina e nos apresenta um intercâmbio entre as ideias contemporâneas e as ideias intelectuais antigas. Autores desconhecidos do grande público, como Arlt e Enrique Ossorio,  também costumam aparecer em suas histórias. Em “Respiração Artificial”, uma das metáforas mais sombrias dos nossos tempos, em que precisamos de um ar artificial para poder sobreviver, acompanhamos Renzi, espécie de alter-ego do autor, navegar por entre vozes e textos de uma argentina esquecida e sonhada. É o mesmo Renzi que retorna agora no romance  “O caminho de volta” para dar um seminário sobre W. H. Hudson, numa Universidade americana da Costa Leste. Mas isto é uma outra história.

 

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