Pode a literatura ensinar decisões de negócios?

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Uma das vantagens da revolução tecnológica é que o conhecimento e a informação tem alcançado cada vez mais audiência. A desvantagem é que estas informações tem encontrado barreiras antigas para ajudar o desenvolvimento social e cultural das pessoas. Nunca tantos puderam compartilhar o que há de melhor na ciência e na criatividade humana. Entretanto, nunca tantos utilizaram/manipularam a informação como mera distração ou propaganda. Na realidade, os problemas continuam os mesmos para a maioria das pessoas. Problemas que tem sua raiz na péssima educação e na falta de estímulo para a criatividade. Acrescidos, nestas últimas décadas, de um enorme narcisismo e necessidade de ser um “vencedor”. Mudando de cenário, acredito que poucas são as empresas que estimulam a literatura dentro de seus departamentos. Há inúmeras estratégias para encorajar os “colaboradores”. Treinamentos na selva e palestras que despertem a criatividade e o desenvolvimento emocional, vale tudo. Porém, não há o incentivo necessário para que se busque o conhecimento e a liberdade criativa, e não apenas o dito “diploma”. Liberdade esta que muitas vezes tem sido a diferença crucial para o sucesso em diversos campos!  E como esta liberdade criativa fez diferença na ciência do século XX! Na descoberta do processo da fissão nuclear, tão bem desvendado por Lise Meitner durante uma caminhada. Ou até mesmo da “vadiagem” de Einstein durante um ano. Viajando pela europa sem destino e depois estudando variadas matérias na Universidade de Pavia. O resultado todos conhecem: “A teoria geral da relatividade” – tida como a mais bela das teorias. E nem vamos falar da incrível Emmy Noether que realizou os cálculos que comprovaram esta teoria para Einstein. Enfim, é irônico que estas grandes descobertas dependam de uma única afirmação : “Quem não perde tempo não chega a lugar nenhum!”

E não é isto o que muitos dizem e sentem em relação aos livros e à própria literatura? Perda de tempo! Entretanto, aos poucos esta “realidade” vem sendo revisitada e empresas como a Calypso Technology apostam cada vez mais na literatura como base inspiradora para insights e o relacionamento entre as pessoas dentro da empresa. No link abaixo indicamos uma entrevista do professor de ética Joseph L. Badaracco, da Harvard Business School. ( Entrevista do professor Baracco)

Não é engraçado que empresas “tecnológicas” estejam buscando nas coisas antigas o “segredo” para seu continuo desenvolvimento. Estimulam a liberdade de expressão, a necessidade do ócio criativo e a importância da literatura. Enfim, descobrem e continuam a reafirmar que apesar de todo este nosso “modernismo” não passamos de seres feitos de carne e osso e que precisamos de fantasia e sonhos para continuar evoluindo.

Por isso um dos nossos objetivos é compartilhar informação e ajudar as pessoas a descobrir através da literatura um meio para evoluir e superar suas limitações.

Quer saber mais? Contate-nos.  Palestra gratuita*- consulte para saber mais.

Contato: nogueira2974@hotmail.com

*Durante o ano oferecemos 2 palestras gratuitas. Uma para empresas e outra para escolas públicas/municipais/particulares.

 

 

Alberto Massuda – Um pintor da Tradição – Grandes pintores brasileiros I

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Oleo sobre tela – 40×50 – col. Particular
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“A caça” – 50 x 40 – Acrilica sobre tela – 1997
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“Vênus fantasiada” – 70 x 70cm – Óleo sobre Eucatex – 1997

Houve um gênero literário clássico, EKPHRASIS, que constituía em descrever uma pintura, com tanta beleza e detalhe, que até mesmo quem nunca tivesse visto poderia vê-la como se estivesse bem na sua frente. Conta-se que quando descobriram o LAOCOONTE, em Roma, 1506, as pessoas reconheceram a famosa escultura grega por causa da descrição verbal fornecida por Plínio, o Velho, em sua obra Naturalis Historia. O mundo evoluiu, as artes experimentaram e experimentam todo tipo de “ismo” e técnicas possíveis. Porém, uma “cousa” não muda e jamais mudara. E é esta “cousa”, descrita na mais elaborada Ekphrasis ou na mais bela edição, impressa ou digital, que determina a força e o alcance de uma Obra junto ao público e na sua duração temporal. Infelizmente, mesmo pertencendo a esta tradição, muitos pintores em atividade no Brasil permanecem desconhecidos. Muitos pintores, ocultos pela bruma do chamado “mercado”, esperam a vez e a hora de apresentarem seu discurso. Aquele mesmo que desfila desde tempos imemoriais através de cores, formas e gestos. E que encanta os mais jovens, os mais velhos e aqueles que descobrem o mundo, através das tintas, pela primeira vez, nas paredes e corredores dos museus. Assim tem sido com a pintura de Alberto Massuda. Nascido na cidade do Cairo, em 1925. Um artista curioso que participou do movimento artístico egípcio (Group de L’arte Contemporain) e que na década de 50 experimentou a efervescência artística de Roma. Em 1958, mudou-se para o Brasil, naturalizando-se brasileiro em 1966. Foi no Paraná que fincou raízes e trouxe os ventos da “modernidade” para a pintura local. A liberdade, a filosofia grega e o mundo apolíneo, no sonhado mundo ideal, invadem as composições de Massuda. Chamam o espectador a partilharem do vinho, da mesa, da festa, amores e mistérios que movem o mundo. Desta grande tradição, a qual Massuda pertence, evocamos a pintura de Chagall e sua força inconsciente. O sonho, a volúpia pela vida e a beleza que arrebata pintores, escultores, escritores e que sempre nos exige mais. Esta tudo lá; no traço e nas cores que Alberto Massuda gravou em suas telas. É certo que você não encontrara, na web, muitas informações sobre este pintor, falecido na cidade de Curitiba em 2000. Além do pequeno verbete no Dicionário de Pintores Brasileiros, editado pela Bozano & Simonsen, em 1986, ou no dicionário de Artes Plásticas no Brasil, de Roberto Pontual. Mas é muito provável que ao visitar sua obra, e encara-la de frente, tudo que lhe restara será a perplexidade! E é este sentimento que sempre existiu, desde que o homem começou a pensar,  que faz Massuda pertencer a tradição dos grandes pintores.

Marcel Pinie (autor do livro “O mal de Caravaggio”)

O Mal de Caravaggio – Literatura Noir & arte / Evil Caravaggio – Noir

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Clique e compre o livro! Boa leitura!

Criadores como Raymond Chandler e Dashiell Hammett definiram os principais elementos da literatura Noir. Tramas repletas de crimes, ação alucinante, tipos durões de raciocínio rápido, autoridades corruptas e mulheres belas e traiçoeiras. Os personagens são ricos: trágicos, às vezes divertidos, deprimidos ou conformados. Figuras que, sabe-se lá como, conseguem sobreviver à violência urbana e ao destino sombrio nas grandes metrópoles.  As histórias — escritas em uma linguagem simples e direta, tirada das ruas, das mesas de bar, prisões e delegacias — conseguiram ao mesmo tempo sucesso popular e de crítica (este, é bem verdade, demorou muito mais), estimulando outros escritores igualmente talentosos.  A década de 90 assiste a uma nova explosão do gênero, estimulada pelo sucesso de um novo e brilhante criador: Quentin Tarantino, com sua obra-prima Tempo de violência. O título original deste filme, Pulp Fiction, é uma homenagem às velhas revistas pulp, nas quais Tarantino foi buscar inspiração para sua obra. É nesta tradição literária que se insere o livro de Marcel Pinie – “O Mal de Caravaggio”. Misturando o mundo das artes e gangsters. A escolha de  Caravaggio não é mero acaso. Dado a biografia conturbada e as sombras que circundaram a vida deste gênio das tintas do século XVII. Tudo gira em torno de um quadro desaparecido durante a 2ª guerra mundial e recriado por um falsário.  A misteriosa e fatal Hèléne que contrata o falsário e se prepara para o golpe da sua vida. Um mundo dominado pela ganância e procura da beleza. O Mal de Caravaggio é sem duvida um mergulho na densa nevoa da literatura Noir. O livro esta disponível somente no formato e-book e pode ser adquirido no site da Amazon. Clique na foto e boa leitura!

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Click and buy your book on Amazon

Creators as Raymond Chandler and Dashiell Hammett defined the main elements of noir literature. Plots full of crimes, mind-blowing action, tough guys quick-witted, corrupt officials and beautiful and treacherous women. The characters are rich: tragic, sometimes hilarious, depressed or resigned. Figures that, who knows how, can survive the urban violence and the dark fate in big cities. The stories – written in a simple and direct language, taken from the streets, bar tables, prisons and police stations – have both popular and critical success (this is true, took much longer), encouraging other equally talented writers . The 90 attending a new burst of gender, encouraged by the success of a new and brilliant creator: Quentin Tarantino, with his masterpiece Time violence. The original title of this film, Pulp Fiction, is a tribute to the old pulp magazines, in which Tarantino was inspiration for his film. This literary tradition is part of the Marcel Pinie book – “Evil Caravaggio”. Blending the world of arts and gangsters. The choice of painter Caravaggio is no accident given the troubled biography and shadows which surrounded the life of this genius of the seventeenth century paints. Everything revolves around a missing picture during the 2nd World War and recreated by a forger. The mysterious and fatal Hélène contracting the forger and prepares for the blow of his life. A world dominated by greed and search for beauty . Evil Caravaggio is undoubtedly a dip in the dense fog of Noir literature. The book is available only in e-book format and can be purchased on Amazon . Click on the photo and enjoy Reading! Soon will be edited in english and Spanish.

Meissen & Sèvres – Guias para reconhecimento – Aprenda a indentificar a sua porcelana.

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SEVRES_capa-altaColecionadores, iniciantes e veteranos, geralmente enfrentam problemas para reconhecer e identificar marcas de porcelana. No mercado editorial brasileiro é quase impossível encontrarmos publicações, em português, disponíveis que ajudem na identificação e datação das peças. O maior problema é identificar as marcas falsas e as que se confundem com a original pesquisada. Pensanso nisto, a Nogueira Editorial, lançou, em formato e-book, três guias com marcas e dicas para reconhecimento. Tratam-se dos guias:

Porcelana de Meissen – Marcas e dicas para reconhecimento (versão em português / portuguese)

Meissen Porcelain – Trademarks and Tips for identification ( Inglês / English version)

Porcelana de Sèvres – Marcas do século XVIII (versão em português / portuguese)

Os guias trazem as marcas que se confundem com as originais e as falsas. O que facilita bastante a identificação das porcelanas originais. Essencial para Colecionadores e apreciadores. A intenção da editora é aumentar o leque de publicações sobre antiguidades. Você pode compra-los no site da amazon. Basta clicar nas fotos ou visite http://www.amazon.com

Boa leitura!

Read english version:

Collectors, beginners and veterans, often face problems to recognize and identify porcelain marks. In the Brazilian publishing market is almost impossible to find publications in Portuguese, available to help in the identification and dating of the pieces. The biggest problem is to identify the false marks and can be mistaken for the original search. Now, Nogueira Editorial, launched in e-book format, with three tabs brands and tips for recognition. These are the guides:

Porcelana de Meissen – Marcas e dicas para reconhecimento (versão em português / portuguese version)

Meissen Porcelain – Trademarks and Tips for identification ( Inglês / English version)

Porcelana de Sèvres – Marcas do século XVIII (versão em português / portuguese version)

The guides bring the brands that are indistinguishable from the original and the fake. What greatly facilitates the identification of the original porcelain. Essential for collectors and connoisseurs. The intention of the publisher is to increase the range of antiques on publications. You can buy them on Amazon‘s website. Just click on the photo bellow:

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Happy reading!

 

O Homem à margem do humano – Carlos Droguett e Julio Ludemir –

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O que tem em comum a literatura do escritor chileno Carlos Droguett e do pernambucano Julio Ludemir? O primeiro é um dos grandes autores da literatura latino-americana. Nasceu em Santiago em 1915 e faleceu na Suíça em 1996. O outro, vem lançando livros importantes quando o tema é o submundo carioca. Nascido em 1960, Julio Ludemir tem em comum com Droguett uma paixão : O jornalismo. Droguett trabalhou como jornalista durante muitos anos e era formado em Ciências humanas. Mas o que se torna ponto de convergência destes escritores? Certamente, os personagens que viveram à margem da sociedade e demonstram bem o substrato fundamental do mundo latino americano antes e depois da ditadura militar. Em 1960 Droguett escreveu o clássico “Eloy”, lançado em português pela Codecri em 1981, com tradução de Cecília Zokner. Eloy, Eleodoro Hernández Astudillo,  é uma lenda do submundo chileno com mais de 21 assassinatos e diversos roubos, morto pela polícia em 1941. O autor recria, de forma lírica, os últimos momentos da vida do bandido. Ambos, Droguett e Ludemir, alcançam uma contundente realidade pelo modo narrativo e na maneira humana como expõe os dilemas e sentimentos dos personagens diante do contexto social que os rodeia. No caso do livro  de Julio Ludemir – “O bandido da Chacrete” –  mostra a ascensão e queda de Paulo Cesar Chaves. Lenda no submundo carioca, fundador do comando vermelho, e um homem que descobre, na velhice precoce, que o crime não compensa. Já o personagem de Droguett, Eloy, é retratado em meio a uma caçada policial nas montanhas. Durante sua fuga uma série de evocações revelam suas ânsias mais primitivas e sua necessidade de comunicação com o outro. Ambos os autores brindam o leitor com personagens míticos e bastante humanos. A sensação que o leitor tem ao terminar, ambos os livros, é de que o autor redimiu a si mesmo e o leitor reencontrou seu lugar no mundo.

Marcel Pinie (autor do livro “O mal de Caravaggio”)

Design Brasileiro

Nogueira Editorial

Sergio Rodrigues um dos maiores designers do mundo reflete sobre a maneira de fazer e pensar o design. Pretendemos apresentar alguns posts sobre o design brasileiro. Esperamos com isso contribuir para a informação e melhor avaliação de colecionadores, arquitetos, decoradores e afins.

“Ninguém cria sozinho. Nenhum móvel que fiz poderia ser executado por mim”

Um dos maiores designers brasileiros, autor da premiada poltrona Mole, Sergio Rodrigues tem duas paixões: o desenho, herdada de seu pai, Roberto Rodrigues, e a madeira, da qual aprendeu a gostar com um tio-avô. Ele passou a vida desenhando móveis com formas torneadas e volumes generosos, que refletem brasilidade. Para falar sobre a criação de suas peças, sobre suas fábricas de mobiliário – como a Oca e a Meia Pataca – e suas casas de madeira, entre outros assuntos, Sergio Rodrigues recebeu PROJETO DESIGN em seu ateliê, no bairro do Botafogo, Rio de Janeiro.
 
TRAJETÓRIA…

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A Festa da insignificância – Milan Kundera –

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A edição limitada, capa dura, do livro de Kundera é como uma guloseima, numa confeitaria centenária, cuja receita é trancada a sete chaves e o segredo vem de gerações. O detalhe chato é que só é produzida de tempos em tempos. Kundera é assim. De tempos em tempos ele nos brinda com uma guloseima literária. A festa da insignificância, 2013, editada no Brasil pela Companhia das letras, é o doce do momento para os leitores deste autor Tcheco, radicado em Paris desde 1975. Demorou, pois desde 2002 ele não publicava uma ficção. Kundera é daqueles escritores que dominam o espaço interno e externo de suas tramas. Vai além de um mera descrição ou caracterização. Para os leitores antigos, A festa da insignificância perturba tanto quanto o romance “A brincadeira”, lançado pelo autor em 1967 na cidade de Praga. Para o autor, no romance “A brincadeira”, a vida não passa de uma brincadeira. Um longo ato de amor pode ser de fato um ato de ódio. Entre a realidade e o que parece ser a realidade interpõe-se toda uma gama de possibilidades.  Passados 47 anos o autor nos brinda com a resposta a todos estes questionamentos através de quatro vozes. Os quatro amigos, que se encontram numa festa esquisita, questionam o mundo atual e a si mesmo com ironia e inteligência. Destes questionamentos resta a fina ironia e a tristeza da insignificância. Que nas palavras do autor, servem de resposta incondicional, aos questionamentos deste mundo pós comunismo e de uma sociedade que coloca no umbigo o centro do erotismo. “A insignificância, meu amigo, é a essência da existência. Ela está conosco em toda parte e sempre. Ela está presente mesmo ali onde ninguém quer vê-la: nos horrores, nas lutas sangrentas, nas piores desgraças. Isso exige muitas vezes coragem para reconhecê-la em condições tão dramáticas e para chamá-la pelo nome. Mas não se trata apenas de reconhecê-la, é preciso amar a insignificância, é preciso aprender a amá-la”.

M.P.