Porcelana de Meissen – Marcas & dicas para reconhecimento

 

 

MEISSEN_capa_baixaUm guia pratico, escrito em português e ricamente ilustrado. Traz as marcas oficiais da manufatura de Meissen e as marcas que imitam as famosas espadas cruzadas. Editado em formato e-book pela Nogueira Editorial. Essencial para colecionadores, pesquisadores e entusiastas da porcelana alemã. A editora em breve pretende lançar uma série de guias tendo como tema a porcelana europeia. Você pode adquirir o e-book no site da Amazon, Mercado Livre ou na pagina da editora no Facebook.

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Capa: Projeto gráfico de Daniele Lugli.

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Calendário de Feiras de Antiguidades em Portugal

Feiras de antiguidades de Portugal

 
Aproveitando as informações do Blog “Vender Velharias e Antiguidades”, reproduzimos abaixo a lista das feiras de antiguidades realizadas em Portugal. Você poderá pesquisar todas as feiras de antiguidades de Portugal, sua localização e calendarização. A seguinte lista constitui o famoso directório de Feiras de antiguidades de Portugal.
Incluimos abaixo duas feiras que nos foram informadas por leitores do Blog:
FEIRA DE VELHARIAS E COLECCIONISMO DA COVILHÃ – TODO 2º DOMINGO DO MÊS.
CALDAS DA RAINHA – PARQUE D. CARLOS I – 2º DOMINGO DO MÊS.
Pedimos aos leitores que nos informem sobre outras feiras que não estejam mencionadas nesta lista. Obrigado!
 
Feiras de Velharias na região de Lisboa

Feira de Antiguidades (Amoreiras) Lisboa, Amoreiras Shopping Center de Lisboa
No 2º e 4º fim-de-semana do mês, em redor da escadaria central – Sábado e domingo das 10h00 às 22h00Feira do Alfarrabismo (Amoreiras) Lisboa, Amoreiras Shopping Center de Lisboa
No 1º e 3º fim-de-semana do mês, em redor da escadaria central – Sábado e domingo das 10h00 às 23h00
Feira de Antiguidades, Velharias e Artesanato (Belém)
Lisboa, Jardim Vasco da Gama – R. Vieira Portuense – 1º e 3º Domingo do mês, das 09h00 às 18h00Feira da Ladra, Lisboa
Campo de Santa Clara – Terças-feiras e Sábados, das 06h00 às 18h00
Feira de Alfarrabistas e Coleccionismo do Chiado
Largo do Chiado – Lisboa – Sábado das 09h00 às 18h00
Mercado das Colecções (Mercado da Ribeira)
Mercado da Ribeira – Av. 24 de Julho – Domingo das 09h00 às 13h00 (no 2º Dom do mês até às 18h)
Feira de artesanato, antiguidades e velharias do Príncipe Real
Jardim França Borges – Príncipe Real – 1ª segunda-feira, das 10h00 às 18h00
Feira velharias de Carcavelos
Recinto do Mercado de Carcavelos – último domingo do mêsFeira velharias de Paço d’Arcos
Jardim de Paço d´Arcos – 3º Domingo
Feira de Artesanato e Velharias de Caxias
Jardim Municipal de Caxias (Junto à Estação da CP/REFER – Frente aos Jardins da Mata Real)- 2º domingo das 09h00 às 19h00Feira das velharias de Algés
Jardim Municipal  – último domingo, das 08h00 às 18h00
Feira de velharias do Barreiro
Largo Casal – Barreiro (Junto aos Penicheiros) – 1º sábado, das 09h00 às 17h00Feira de Velharias e Antiguidades, Coleccionismo e Artesanato do Seixal
Praça 1.º de Maio – jardim da avenida marginal – 1º sábado, das 09h00 às 18h00
Feira de Artesanato e Antiguidades de Alhandra – Março a Dezembro
Praça 7 de Março – 2º sábado das 10h00 às 18h00
Encontro Mensal de Coleccionismo, Velharias e Alfarrabismo – Praça de Londres
Praça de Londres – Jardim Central – 2º sábado das 09h00 às 18h00
 
Feiras de Antiguidades e Velharias de Sintra

Feira de S. Pedro de Penaferrim – Largo D. Fernando II – 2º e 4º domingo
Feira de S. João das Lampas – S. João das Lampas – 1º domingo
Feira da Terrugem – Terrugem – 2º sábado
Feira de Montelavar – Montelavar – 1º e 3º sábado
Feira de Antiguidades e Velharias de Colares – Av Bombeiros Voluntários, 46 (Colares-Viva) – 2º sábado das 09h00 às 18h00
 
Feiras de Antiguidades e Velharias da região de Leiria

Alcobaça – Em frente ao Mercado Municipal – 3º domingo
Pombal – Jardim Municipal – 3º sábado
Marinha Grande – Praça Stephens- 4º sábado, das 7h00 às 18h00
Vieira de Leiria – Largo da República – 4º domingo, das 7h00 às 18H00
Praia da Vieira – Largo 1º de Maio – 1º sábado, das 7h00 às 18h00
Batalha – Praça M. de Albuquerque – 2º domingo
Porto de Mós – Arcadas da Av. Sá Carneiro – 1ª sexta-feira, das 9h00 às 17h00
Leiria – Praça 5 de Outubro (junto aos jardins do Liz) – 2º sábado, das 9h00 às 18h00
 
Feiras de Velharias do Algarve

Albufeira – Largo 25 de Abril – 3º Sábado
Lagoa – Ferragudo – Centro da Povoação – 2º Domingo
Lagos – Barão de S. João – Centro Cultural (Rua da Mata) – 4º Domingo
Loulé – Almancil – Junto à Escola C+S – 2º e 5º Domingo
Monchique – Largo de S. Sebastião – 4º Domingo
Olhão
1.º Domingo do mês. – Fuzeta – Junto ao Parque de Campismo.
4.º Domingo do mês – Olhão – em frente à Doca de Pesca.
Portimão – Parque de Feiras e Exposições – 1º e 3º Domingo
São Brás de Alportel – Polidesportivo de São Brás de Alportel – 3º Domingo do mês.
Feira de Velharias e Numismática de Vila Real de Santo António – Praça Marquês de Pombal – 2º Sábado, das 10h00 às 18h00
Montegordo – Avenida Infante D. Henrique – 4º Sábado
 
Feiras de Velharias na região do Porto

Feira de Antiguidades e Velharias do Porto
Porto, Praça Francisco Sá Carneiro – 3º sábado de cada mês das 09h00 às 18h00
Mercado Porto Velho (Porto)
Porto, Praça Carlos Alberto (Aos Leões) – de junho a setembro todos os sábados de cada mês das 14h00 às 19h00
Feira da Vandoma antiga Feira dos Aflitos (Porto)
Porto, Passeio das Fontainhas (por baixo da Ponte do Infante) – todos os sábado – das 06h00 às 13h00
Feira das colecções (Porto)
Porto, Praça D. João I – domingos das 09h00 às 13h00
Feira de Velharias do Centro Recreativo da Foz do Douro
Ao Passeio Alegre – Centro Social (Casa do Jardim) – 1º sábado das 10h00 às 18h30
Feira de Velharias da Paróquia de Cedofeita
Parte de baixo da Igreja nova de Cedofeita – 1º sábado
 
Feiras de Antiguidades e Velharias de Sesimbra

Feira de Antiguidades e Velharias Quinta do Conde – Mercado Municipal da Quinta do Conde – 2º Sábado
Feira de Antiguidades e Velharias Sesimbra – Largo da Marinha na Vila de Sesimbra – 3º Domingo
Feira de Antiguidades e Velharias Cabo Espichel – (Abril a Outubro) – Domingo das 10h00 às 18h00
Feira do Disco e do Livro Antigo (Sesimbra), no largo da Marinha – 2º Domingo
 

 Outras Feiras de Antiguidades em Portugal
 
Feira de Antiguidades, Velharias e Coleccionismo de Pinhal Novo
Topo Sul (Alameda Alexandre Herculano) – 1º domingo do mês entre as 09h00 e as 17h00
Mostra de Antiguidades, Velharias e Colecionismo de Setúbal
Avenida Luisa Todi – 1º, 3º e 5º sábado entre as 08h00 e as 17h00
Feira de Velharias e Antiguidades de Guimarães
Paços do Concelho (Claustros da Câmara) – 1º sábado entre as 08h00 e as 13h00
Feira de Velharias e Antiguidades de Braga
Claustros da Rua do Castelo – 1º domingo entre as 09h00 e as 13h00
Feira de Antiguidades e Velharias de Viana do Castelo
Jardim D. Fernando (Junto à marina) – 1º sábado entre as 10h00 e as 18h00
Feira de Antiguidades Velharias & Coleccionismo (Torres Novas)
Praça 5 de Outubro,(em caso de mau tempo, muda para as instalações do mercado semanal), em Torres Novas – 4º domingo de cada mês
Feira de Velharias e Antiguidades de Abrantes – Praça Barão da Batalha – 1º sábado das 09h00 às 13h00
Feira Franca Mensal de Coleccionismo, Antiguidades e Velharias (Figueira da Foz)
Figueira da Foz – R. República,131-2º-sala 60 – Sábado das 08h30 às 19h00
Feira das Velharias de Coimbra – Praça do Comércio, em Coimbra – 4º sábado do mês entre as 10h00 e as 19h00
Feira Sem Regras de Coimbra – Convento de Santa Clara a Velha – 1º sábado das 10h00 às 22h00
Feira das Velharias (Aveiro)
Na Pç. Melo Freitas, Pç. do Peixe, Pç. 14 de Julho e R. Tenente Resende – 4º domingo de cada mês, entre as 8h00 e as 18h00
Feira de Trastes e Velharias da Maia
Mercado Municipal Coronel Moreia, Vila do Castelo na Maia – 2º domingo de cada mês das 10h00 às 19h00
Feira de Antiguidades e Velharias de Santo Tirso – Praça 25 de Abril – 2º sábado
Feira de Velharias de Famalicão
Largo dos Paços do Concelho, Vila Nova de Famalicão – último domingo de cada mês das 09h00 às 18h00
Feira de Antiguidades e Velharias de Vizela
Praça da República – São Paio Vizela – 2º sábado do mês
Feira de Antiguidades e Velharias de Ponte de Lima
Avenida dos Plátanos – Ponte de Lima – 2º domingo de cada mês das 8h00 às 18h00
Feira de Velharias de Miranda do Corvo – Praça José Falcão – 1º domingo, das 9h00 às 17h00
Mercado de Velharias e Antiguidades (Évora) – Largo Chão das Covas – 2º domingo de cada mês
Feira de Antiguidades e Velharias de Elvas – Centro histórico de Elvas – todas as segundas-feiras
Feira de Antiguidades e Velharias de Estremoz – Centro da cidade – todos os sábados
Feira de Coleccionismo do Funchal – D Regional da Juventude – 1º sábado, das 10h00 às 15h00
Feira de Antiguidades de Alverca do Ribatejo – 1º sábado
Feira de Antiguidades e Velharias de Vila Real – Câmara Municipal – 1º sábado
Feira de Antiguidades e Velharias de Peniche – Centro da cidade – 1º sábado
Feira de Antiguidades e Velharias de Rio Maior – Praça da Républica – 1º sábado
Feira dos Peludos – Feira de Antiguidades e Velharias de Espinho
Espaço entre as ruas 27 e 41 na Avenida 24 ao lado do Pav. Multimeios – 1º domingo, das 09h00 às 18h00
Feira das Velharias de Óbidos – Cruzeiro da Memória – 1º domingo das 08h00 às 19h00
Feira de Antiguidades e Velharias da Lourinhã – Largo D. Lourenço Vicente – 2º sábado
Feira de Velharias em Benavente – em frente à igreja – 4º sábado das 09h00 às 17h00
Entroncamento – Feira de Antiguidades e Coleccionismo, junto ao Pingo Doce – 1º domingoFeira Mensal de Coleccionismo, Antiguidades e Velharias da Cidade de Castelo Branco
Avenida Nuno Álvares, na cidade de Castelo Branco – 3º domingo, das 09h00 às 17h00 (Inverno) das 09h00 às 19h00 (Verão)

Cia das Indias ou Lowestoft ? Cuidados com a porcelana do século XVIII

 É comum atribuirem à porcelana de aspecto oriental, produzida no XVIII ou inicio do XIX o título de “Cia das Indias”. Por ignorância ou “oportunismo” a referida peça é classificada Cia das Indias. É conhecido o caso de uma importante casa de leilões, no Brasil, que vendeu um jogo completo “Cia das Indias” que não passou no teste de Termoluminescência. O referido jogo era na verdade uma cópia encontrada em Hong Kong e oferecida como Cia das Indias. Perfeita…obviamente…mas fraca para o teste de termoluminescência. Teste utilizado para datar porcelanas. No caso das porcelanas anteriores ao XVIII este teste é vital para a comprovação de época. Obviamente que estamos falando de tecnologia. E é bem provavel que muitos profissionais da área nem saibam o que é este teste.  Pois bem…em outro post falaremos deste teste com detalhes.  Uma outra regra é a seguinte:

Porcelana Lowestoft é vendida como Cia das Indias ou China Export em muitos antiquarios da Europa. Acontece que a Lowestoft foi produzida de 1757  a 1803.  Trata-se de porcelana de pasta mole (soft paste) e as peças “Cia das Indias” são “pasta dura” (hard soft). Foi, provavelmente, uma das menores fabricas de porcelana da Inglaterra, na costa de Suffolk. E um dos melhores exemplos de “pasta mole”(soft paste) produzidos na época. Foram 20 anos de produção. Com cerca de 30 funcionarios. Produzindo porcelanas ao melhor estilo “oriental”.  Feita para suprir a demanda da classe média inglesa e os turistas da época. Não é uma porcelana muito comum aqui no Brasil. Porém, antiquarios e colecionadores cometem o engano de atribuirem a esta manufatura o titulo de “Cia das Indias”. É preciso ter claro que a porcelana dita “cia das indias”  é “pasta dura”(hard paste) e foi justamente esta “pasta dura” o objeto de desejo de reis e rainhas. Foi esta pasta que originou porcelanas como a Meissen. A pasta dura corta feito uma navalha. Sua aparência é compacta  sem os “aerados” da pasta mole.  Outro detalhe é a ausência de marcas que detalhem a marca Lowestoft.

Lowestoft Porcelana (1757 – 1803)

Lowestoft pottery marks

Lowestoft marcas

 1 e 2. As espadas cruzadas copiam a marca Meissen, espadas cruzadas, em azul sob a glazura da porcelana, em louças azuis e brancas. Peças produzidas entre1775 – 1790. A marca da lua crescente é para cópia de Worcester.

3 – 5. Marca de artistas em peças brancas e azuis (1760-1775), usualmente pintadas próximo ou dentro do fundo da peça.

O número “135” é raro porém aparece em algumas peças, sob a glazura, em azul, de 1760-1775.

Porcelana Companhia das Índias

A verdadeira porcelana, produto cerâmico de massa muito fina, vulgarmente chamada “Biscoito”, vitifricado, translúcido, comumente recoberto de esmalte incolor e transparente, branco ou com as mais variadas pinturas e desenhos, é originária da China. Surgiu entre os anos 618 / 900 d.C., durante a Dinastia Tang. Foi a descoberta do caulim pelos chineses, que permitiu a criação de peças alvas e transparentes. Durante muitos séculos eles esconderam o segredo dessa arte, pois só no século XVII os japoneses, que através dos coreanos tomaram conhecimento desse segredo, passaram a fabricar objetos em porcelana.

Travessa octogonal do séc. XVIII com centro ovalado, figuras orientais.

“Companhia das Índias” é a denominação recebida pela antiga porcelana chinesa, considerada uma preciosidade, fabricada no Sul da China, comercializada e transportada do Oriente para o Ocidente através de empresas de navegação (Companhias de Comércio) denominadas Cia. das Índias Orientais ou Ocidentais (Veja box). A porcelana só recebeu essa denominação no final do século XVI. Entretanto, os portugueses já levavam porcelanas da China desde 1481, quando uma expedição comandada por Bartolomeu Dias chegou ao Oriente depois de dobrar o Cabo da Boa Esperança. A primeira peça de porcelana chinesa que chegou ao Ocidente foi um gomil que se supõe ter sido presenteado ao Rei de Portugal, D. Manuel. Foram mesmo os portugueses que iniciaram o comércio de porcelana, quando no início do século XVI venderam com facilidade, em Portugal, todas as peças trazidas da China. Em 1515 os portugueses se instalaram em Macau, onde a porcelana azul, tão conhecida, era fabricada. Os ingleses, supondo que poderiam fazer grandes negócios com porcelana, instalaram-se na China em 1699. Em seguida os franceses, logo seguidos pelos holandeses, deslocaram-se para a China.

E por ai vai….mas isto nós contamos em outro Post!

Dica: Pesquise muito. E tenha em mente que estas porcelanas são raras e não aparecem aos borbotões por ai. Em caso de peças vultosas e raras exija o teste de termoluminiscencia.

Investindo em obras de arte – Parte 1

Entre os chamados “investimentos alternativos” há uma opção que tem avançado nos paises emergentes; trata-se dos objetos de arte. Chamamos de objetos de arte tudo o que se relaciona com pintura, desenho, gravuras, antiguidades e livros. Universo imenso e que precisa de cuidados para não tornar-se um pesadelo no futuro. A maioria esquece que para ingressar nesta área é necessário investir, antes, em educação e pesquisa. Não se trata da educação formal mas da educação estética. Aquela que ira leva-lo a apreciar e conhecer os “detalhes” do objeto desejado. Isto leva tempo e com certeza, ainda assim, não o protegera de adquirir uma “geladeira”. Educação é a chave para equiparar o investidor pequeno ao grande investidor. É possivel  o pequeno investidor conseguir encontrar um ótimo “objeto” com um pequeno orçamento e obter um grande lucro.  Desde que eduque o seu senso estético e pesquise muito para conhecer os “truques” do mercado. Por isso, investir em arte é tão ou mais perigoso que investir em ações. Mas há pessoas  que insistem nos chamados milagres e na pura “sorte”. Adquirindo tudo o que aparece e apostando nas chamadas “pechinchas”. São vitimas da própria ignorância e do apetite voraz da vaidade.  Trataremos aqui, e nos futuros posts, do investidor e não do colecionador. O colecionador tem e busca uma relação diferente com o objeto adquirido. Acredito que o primeiro passo para o investidor é descobrir o seu gosto e definir sua relação com o “objeto” desejado. Pesquisar, observar e iniciar com modéstia. Mesmo que possua condições para iniciar com um Modigliani ou um Renoir.  O grande alento, para os que estão descobrindo o fascinante mundo da arte,  é que a arte brasileira esta barata e desconhecida do velho mundo. Mas certamente, nos próximos anos, teremos a arte brasileira despontando no cenário mundial e batendo recordes. Quem viver verá. E não se esqueça: Tal como as ações, os objetos de arte precisam de tempo para adquirir robustez no seu valor. Investir em arte pensando no lucro imediato é prejuizo na certa!

Dica de leitura: Ter e manter – Phillip Blom – Editora Record (clique na foto e conheça nossa livraria virtual especializada em livros de arte.

 

 

Artlivros

 

Marfim – Peças antigas – Como reconhecer

Falar de Marfim é falar estritamente do material que compõe a presa do elefante. O que acontece é que com o passar dos tempos e a popularização deste material, muita coisa tem passado por“marfim” sem ser MARFIM. Alguns exemplos de materiais semelhantes são o osso, o dente de morsa, o marfim vegetal e os recentes “plasticos” made in China. Com a expansão comercial europeia até o dente de hipopotamo, narval e morsa foram incluidos na categoria “Marfim”. Porém, apenas a presa do elefante é MARFIM. Isto não significa que os demais não tenham seu valor artistico e comercial. Aqui no Brasil é comum as pessoas depreciarem belas peças feitas de osso. Pura ignorância. Pois estas peças alcançam alto valor comercial na Europa e na Asia. As peças de Marfim produzidas na europa nos séculos XII até XVII tendem a ser muito detalhadas e elaboradas. Rica em detalhes. Principalmente a tematica religiosa tende a ser a mais encontrada. Na Asia, mais precisamente no Japão, da metade do século XIX, é possivel constatar a maestria e a técnica apurada utilizada pelos japoneses. Produzindo peças de alto valor artistico. Modelos de animais, figuras humanas e representação da vida doméstica. É comum encontrarmos netsukes nos antiquarios do Brasil assim como peças que representam figuras humanas em atividades cotidianas, feitas no Japão e geralmente assinadas. Também não podemos ignorar a produção europeia que mistura o Marfim e o Ambar, o Marfim e a prata numa unica peça. Mas isto é assunto para futuros posts. O tema é bastante complexo e aborda diversos estilos e épocas. Para isso recomendamos alguns livros como o “Ambre, Avori, Lacche, Cere” de Kirsten Aschengreen, que tratam do Marfim na Europa. Também não podemos deixar de mencionar o uso do Marfim em GOA. Goa na metade do século XVI tornou-se um centro de produção de imagens religiosas, especialmente a Virgem e o menino.

Algumas dicas para reconhecer o MARFIM:

1º – O Marfim possue em sua estrutura raias ou riscos – estes riscos devem se cruzar formando uma grade

2º – O osso e outros materiais possuem estas raias ou riscos porém elas correm paralelas e não formam a grade

3º – Esquente a ponta de um alfinete e encoste na peça. Faça isso na parte inferior da peça, na base. Se não for Marfim o alfinete penetrara na peça. No Marfim não acontece isso.

4ª – Com relação a coloração é possivel identificar a antiguidade do marfim, porém esta não é uma tarefa facil. A coloração pode ser falseada mesmo nas peças originais.

 

Para casos mais complicados, hoje, utiliza-se a analise espectografica para se diferenciar Marfim de osso. No Museu de Arte e Ciência da Italia é comum o uso do fogo para reconhecer o Marfim. Na foto abaixo vemos a presença de um pequeno maçarico esquentando uma ponta de metal. Teste realizado no Museu de arte e ciência da Italia. Indicamos aos leitores o site www.internationalivorysociety.com – site da sociedade internacional do Marfim. Há belissimas peças e artigos de especialistas e colecionadores de marfim. É o site utilizado pelas principais casas de leilão para estudo e pesquisa das peças de Marfim. Também não se esqueça de pesquisar muito. Leia, pesquise nos sites internacionais e visite os museus para treinar o olho e a sua sensibilidade.

 

Cerâmica Mauá – Algumas informações

A Sigla “SPR” abaixo do sol no primeiro modelo de marca significa “São Paulo Railway”, e indica que a produção desta fábrica era escoada através desta ferrovia.  A partir de 1943 sua razão social foi alterada para Companhia Cerâmica Mauá S.A.. A locomotiva no segundo modelo de marca, adotada após a mudança de sócios e razão social, é uma referência à locomotiva “Baroneza”.  As primeiras ferrovias brasileiras foram implantadas pelos ingleses, que tinham por hábito batizar suas locomotivas com nomes de personalidades ou de regiões. Essa tradição repetiu-se no Brasil, tendo início com a locomotiva “Baroneza”, primeira locomotiva a trafegar em solo brasileiro, na inauguração da Estrada de Ferro Mauá, em 30 de abril de 1854. Em 1 de maio se deu a primeira viagem para transporte de passageiros e cargas nesta linha. A locomotiva puxava seus vagões por um trajeto de 18 Km, entre a serra de Petrópolis e o Rio de Janeiro.  A fábrica funcionou de 1916 à 1965. Uma das pouca iniciativas em solo nacional. O curioso destas peças são a decoração. Extremamente originais e longe do padrão europeu de confecção. Algo bastante genuino e ingenuo. Para aqueles que colecionam a cerâmica Mauá gostariamos de indicar o site: www.porcelanabrasil.com.br –  uma referência importante para colecionadores. É um absurdo que ainda não tenhamos um maior registro das nossas manufaturas em um belo livro. O site apresenta uma grande variedade de maracas e estilos. Fotos da marca, peças e seu respectivo ano de fabricação. Tudo muito bem elaborado e informado. Também compartilhamos da iniciativa de informar e apresentar aos colecionadores e aficcionados informações técnicas e datas para que todos possam ter conhecimento e saber o que adquirem.

OBS – A palavra “Porcelana Mauá” na ilustração do Título esta errada. Na realidade é a palavra Cerâmica que deveria estar lá!

 

Grande abraço

Artlivros

Nymphenburg – Porcelana marcas

 

A porcelana Nymphenburg é uma das mais importantes manufaturas de porcelana do mundo. Criada no século XVIII, esta manufatura iniciou sua produção em 1753. Anton Bustelli, modelador da Meissen, também trabalhou na manufatura de Nymphenburg criando e orientando na fabricação da porcelana. As peças da decada de 20, mais precisamente do periodo deco, são bastante valiosas e cobiçadas no mercado internacional. Apresentamos este elefante, provavelmente modelado na decada de 30, no estilo oriental. Você encontra esta peça no nosso eshop.

http:/eshops.mercadolivre.com.br/artlivros