O Mal de Caravaggio – Literatura Noir & arte / Evil Caravaggio – Noir

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Clique e compre o livro! Boa leitura!

Criadores como Raymond Chandler e Dashiell Hammett definiram os principais elementos da literatura Noir. Tramas repletas de crimes, ação alucinante, tipos durões de raciocínio rápido, autoridades corruptas e mulheres belas e traiçoeiras. Os personagens são ricos: trágicos, às vezes divertidos, deprimidos ou conformados. Figuras que, sabe-se lá como, conseguem sobreviver à violência urbana e ao destino sombrio nas grandes metrópoles.  As histórias — escritas em uma linguagem simples e direta, tirada das ruas, das mesas de bar, prisões e delegacias — conseguiram ao mesmo tempo sucesso popular e de crítica (este, é bem verdade, demorou muito mais), estimulando outros escritores igualmente talentosos.  A década de 90 assiste a uma nova explosão do gênero, estimulada pelo sucesso de um novo e brilhante criador: Quentin Tarantino, com sua obra-prima Tempo de violência. O título original deste filme, Pulp Fiction, é uma homenagem às velhas revistas pulp, nas quais Tarantino foi buscar inspiração para sua obra. É nesta tradição literária que se insere o livro de Marcel Pinie – “O Mal de Caravaggio”. Misturando o mundo das artes e gangsters. A escolha de  Caravaggio não é mero acaso. Dado a biografia conturbada e as sombras que circundaram a vida deste gênio das tintas do século XVII. Tudo gira em torno de um quadro desaparecido durante a 2ª guerra mundial e recriado por um falsário.  A misteriosa e fatal Hèléne que contrata o falsário e se prepara para o golpe da sua vida. Um mundo dominado pela ganância e procura da beleza. O Mal de Caravaggio é sem duvida um mergulho na densa nevoa da literatura Noir. O livro esta disponível somente no formato e-book e pode ser adquirido no site da Amazon. Clique na foto e boa leitura!

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Creators as Raymond Chandler and Dashiell Hammett defined the main elements of noir literature. Plots full of crimes, mind-blowing action, tough guys quick-witted, corrupt officials and beautiful and treacherous women. The characters are rich: tragic, sometimes hilarious, depressed or resigned. Figures that, who knows how, can survive the urban violence and the dark fate in big cities. The stories – written in a simple and direct language, taken from the streets, bar tables, prisons and police stations – have both popular and critical success (this is true, took much longer), encouraging other equally talented writers . The 90 attending a new burst of gender, encouraged by the success of a new and brilliant creator: Quentin Tarantino, with his masterpiece Time violence. The original title of this film, Pulp Fiction, is a tribute to the old pulp magazines, in which Tarantino was inspiration for his film. This literary tradition is part of the Marcel Pinie book – “Evil Caravaggio”. Blending the world of arts and gangsters. The choice of painter Caravaggio is no accident given the troubled biography and shadows which surrounded the life of this genius of the seventeenth century paints. Everything revolves around a missing picture during the 2nd World War and recreated by a forger. The mysterious and fatal Hélène contracting the forger and prepares for the blow of his life. A world dominated by greed and search for beauty . Evil Caravaggio is undoubtedly a dip in the dense fog of Noir literature. The book is available only in e-book format and can be purchased on Amazon . Click on the photo and enjoy Reading! Soon will be edited in english and Spanish.

Meissen & Sèvres – Guias para reconhecimento – Aprenda a indentificar a sua porcelana.

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SEVRES_capa-altaColecionadores, iniciantes e veteranos, geralmente enfrentam problemas para reconhecer e identificar marcas de porcelana. No mercado editorial brasileiro é quase impossível encontrarmos publicações, em português, disponíveis que ajudem na identificação e datação das peças. O maior problema é identificar as marcas falsas e as que se confundem com a original pesquisada. Pensanso nisto, a Nogueira Editorial, lançou, em formato e-book, três guias com marcas e dicas para reconhecimento. Tratam-se dos guias:

Porcelana de Meissen – Marcas e dicas para reconhecimento (versão em português / portuguese)

Meissen Porcelain – Trademarks and Tips for identification ( Inglês / English version)

Porcelana de Sèvres – Marcas do século XVIII (versão em português / portuguese)

Os guias trazem as marcas que se confundem com as originais e as falsas. O que facilita bastante a identificação das porcelanas originais. Essencial para Colecionadores e apreciadores. A intenção da editora é aumentar o leque de publicações sobre antiguidades. Você pode compra-los no site da amazon. Basta clicar nas fotos ou visite http://www.amazon.com

Boa leitura!

Read english version:

Collectors, beginners and veterans, often face problems to recognize and identify porcelain marks. In the Brazilian publishing market is almost impossible to find publications in Portuguese, available to help in the identification and dating of the pieces. The biggest problem is to identify the false marks and can be mistaken for the original search. Now, Nogueira Editorial, launched in e-book format, with three tabs brands and tips for recognition. These are the guides:

Porcelana de Meissen – Marcas e dicas para reconhecimento (versão em português / portuguese version)

Meissen Porcelain – Trademarks and Tips for identification ( Inglês / English version)

Porcelana de Sèvres – Marcas do século XVIII (versão em português / portuguese version)

The guides bring the brands that are indistinguishable from the original and the fake. What greatly facilitates the identification of the original porcelain. Essential for collectors and connoisseurs. The intention of the publisher is to increase the range of antiques on publications. You can buy them on Amazon‘s website. Just click on the photo bellow:

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Happy reading!

 

Design Brasileiro

Nogueira Editorial

Sergio Rodrigues um dos maiores designers do mundo reflete sobre a maneira de fazer e pensar o design. Pretendemos apresentar alguns posts sobre o design brasileiro. Esperamos com isso contribuir para a informação e melhor avaliação de colecionadores, arquitetos, decoradores e afins.

“Ninguém cria sozinho. Nenhum móvel que fiz poderia ser executado por mim”

Um dos maiores designers brasileiros, autor da premiada poltrona Mole, Sergio Rodrigues tem duas paixões: o desenho, herdada de seu pai, Roberto Rodrigues, e a madeira, da qual aprendeu a gostar com um tio-avô. Ele passou a vida desenhando móveis com formas torneadas e volumes generosos, que refletem brasilidade. Para falar sobre a criação de suas peças, sobre suas fábricas de mobiliário – como a Oca e a Meia Pataca – e suas casas de madeira, entre outros assuntos, Sergio Rodrigues recebeu PROJETO DESIGN em seu ateliê, no bairro do Botafogo, Rio de Janeiro.
 
TRAJETÓRIA…

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– Porcelana de Meissen – Marcas e Dicas para reconhecimento –

Nogueira Editorial

marcelUma das vantagens da Internet é a chance que temos de difundir e aprender sobre novos assuntos. É possivel o acesso a obras raras e que dificilmente estariam a nossa disposição. Hoje os colecionadores conseguem pesquisar e avaliar melhor suas aquisições com poucos cliques. Obviamente que o desejo de aprender é o combustivel para esta busca. Porcelanas seduzem desde a antiguidade. Reis, Rainhas e Imperadores cobiçavam este tesouro desenvolvido por alquimistas.  Um dos objetivos deste livro é disponibilizar informações para colecionadores e interessados que desejam melhorar suas coleções. A Amazon esta disponibilizando este e-book para Kindles e Ipads. Mostrando as marcas falsas e as que imitam a marca original da manufatura alemã.  O E-book sobre a porcelana de Meissen esta em português. Em breve será lançado a versão em inglês. Ricamente ilustrado com as marcas. Ferramenta util e de grande importância para colecionadores e comerciantes. Em breve a editora pretende lançar outros títulos.

Meissen –

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Paulo Coelho – Curiosidades II

 

paulobalao6 A foto acima traz a matéria publicada pela revista VEJA, em 22 de agosto de 1990. A matéria dava um cacete no escritor e trazia curiosidades sobre os 03 livros publicados. Até então Brida havia vendido 100.000 cópias, o alquimista tinha seus direitos negociados, com a Rede Globo, por US$ 50.000 dólares. O livro “O alquimista” tinha suas ilustrações e linguagem tosca, segundo a matéria da revista, criticados na reportagem. Foi a primeira matéria de VEJA sobre o autor. Publicada há mais de 20 anos. paulobalão2

As fotos com balãozinho ilustram uma matéria, escrita por Diogo Mainardi, Livros, publicada na revista VEJA. Nem é preciso escrever que a matéria dava um cacete no escritor. Diogo Mainardi, terminou a matéria escrevendo: “Afinal, há tanta literatura em Paulo Coelho quanto nas minhas meias encardidas.” O Título da matéria era “Periquito de realejo – Dando voz a um anjo tolo, o mago Paulo Coelho reúne ensinamentos que valem tanto quanto meias sujas.”

Abaixo, publicada na extinta  revista Manchete, o duelo Lair Ribeiro x Paulo Coelho.paulair

Publicada em Agosto de 1993, pela extinta Manchete. Paulo Coelho se defende das críticas e parte para cima de Lair Ribeiro. Na época um dos grandes vendedores de livro da década de 90. A matéria traz uma entrevista com os dois escritores. Na época, ambos, foram destaques da VI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Paulo Coelho publicava pela Rocco e Lair pela Editora Objetiva.

Matéria publicada no extinto JORNAL DA TARDE, em 10/09/1992.

São Paulo que eu gosto/Paulo Coelhopaulocoelhosãopaulo

Paulo Coelho – Livros e curiosidades

mago  O autor dispensa comentários. Reconhecido internacionalmente, tornou-se um dos autores mais lidos do mundo. É bem verdade que seus livros despertam apenas dois sentimentos: amor ou ódio. Mas Paulo Coelho continua escrevendo e seus fãs estão espalhados pelo Brasil e além mar. Nossa intenção é publicar algumas curiosidades deste autor. Principalmente no que tange aos livros e artigos lançados no passado e que não são encontrados com facilidade para consulta. Travei contato com os livros de Paulo Coelho há uns 25 anos atrás. A primeira leitura foi o livro “O diário de um mago”, editado na época pela Editora Eco. Aliás, é raro encontrarmos as edições desta editora nos sebos brasileiros. Na foto acima uma 12ª edição da Editora Eco. Detalhe, esta edição trazia o endereço da Ordem de Ram.  Nesta época Paulo Coelho ainda era desconhecido no Brasil e seu livro não havia sido traduzido para nenhuma outra língua estrangeira.

bridaOutra curiosidade diz respeito ao livro “Brida”, editado pela Editora Rocco, em 1990. Escrito após “O diário de um mago” e “O alquimista”, “Brida” foi lançado por uma editora maior e que de certa forma, tornou o nome do escritor mais conhecido e o lançou, de vez, para a fama. Brida, na minha modesta opinião, é o melhor livro do autor. No Brasil chegou a ser transformada em novela. Porém não alcançou o sucesso e a força da narrativa do livro. O curioso é que encontramos uma “mancada”, do autor ou da editora, logo no inicio da narrativa. No prólogo do livro, na página 11, o autor refere-se a personagem Brida como sendo “Ele”.  bridaerro1

Logo em seguida, na mesma página, o autor refere-se ao personagem como “Ela”. O que nunca saberemos é se este erro foi do autor ou da revisão. Mas a edição da Rocco saiu com o erro. Nosso intuito não é criticar o autor e nem a editora. Apenas uma curiosidade sobre a edição e publicação de um dos melhores livros escritos pelo autor. Em outros posts vamos publicar matérias e entrevistas raras do autor. Principalmente as entrevistas do tempo em que Paulo Coelho ainda trilhava os caminhos para alcançar o leitor brasileiro.  M.N/fevereiro 2013.

*Pedimos a gentileza para quem reproduzir o artigo de citar a fonte (Blog). Obrigado.

O poeta e a musa desbocada.

elaNão é todo dia que encontramos uma mulher que se excita com poesia. É bem provável, como na grande maioria dos casos, e nos bons ditames da educação burguesa, que admire e goste de ler, sob a meia luz do abajur, os poemas de Fernando Pessoa, Whitman, Yeats e outros mais melosos. Guardando para si  reminiscências de um tempo perdido. Mas não passara disto e algumas lágrimas furtivas. Talvez, até mesmo, as mais ousadas, carreguem na bolsa versos mais fesceninos. Feito aquelas mulheres que procuram na solidão do escritório ou no canto escondido do restaurante a companhia de Safo ou as estrofes sacanas de Brecht. Mas publicamente é raro encontrar uma mulher que se diga molhada a simples menção de uma estrofe de Catulo: “Em vão é que a ti, que me tentas tramar,  primeiro te comerei eu com bela foda de boca”. Naquele dia, logo depois de encerrar o expediente e deixar o escritório, procurei um café. Destes mais requintados aonde se pode ler alguma coisa e esquentar o corpo com um drinque. Nestes lugares procuro exercer a única atividade que não me entedia; observar. Belas pernas, silhuetas, gestos, rostos e pedaços de diálogos que vão formando os mais absurdos enredos. Recordo com perfeição o momento em que a vi. Mergulhada na leitura de sonetos luxuriosos de Aretino. Os óculos lhe davam um ar de intelectual estrangeira. Os cabelos ruivos desciam ao longo do ombro e os seios empinados, através do decote, deixavam antever a pele clara e a textura aveludada das aureolas. Como acontece sempre que avisto uma beleza destas, tudo me agrada nela, da cor esverdeada dos olhos até o formato dos pés. Não sei se vocês me entendem, mas não consegui iniciar uma conversa. Apesar da proximidade apenas olhei-a embevecido por um longo tempo. De repente me ocorreu que ela poderia partir a qualquer momento. Procurei formular uma frase aceitável. Olhei-a interrogativamente. Não sabia se devia iniciar uma brincadeira ou apenas pedir o açúcar. Foi quando vi, novamente, a capa do livro e inspirado no que li lancei a pérola: Gozemos a vida, Lésbia, fazendo amor, desprezando o falatório dos velhos puritanos. A luz do sol pode morrer e renascer mas a nós, quando de vez se nos apaga a breve luz da vida,  resta-nos dormir toda uma noite sem fim. Ela me fitou perplexa. Talvez envergonhada da minha ousadia. Mas o fato é que replicou, acentuando o sotaque portenho nas sílabas mais fortes, com outra pérola do mesmo autor: Tu prometes, minha vida, que este nosso amor há de ser delicioso e perpétuo entre nós. Ó grandes deuses, fazei que a sua promessa seja verdadeira e que, do coração, sinceramente, tenha dito estas palavras. Fechou o livro e aproximou-se da minha mesa. Levantei os olhos, certo de encontrar um sorriso. Parecia aborrecida. Puxou a cadeira e sentou ao meu lado. Estendi a mão e cumprimentei-a. Ao longo da conversa fiquei perturbado demais para ocultar que não estava interessado; ignoro se ela percebeu. O fato é que uma hora depois estávamos sob o mesmo lençol, num destes hotéis de rotação do centro da cidade. Ao pé da sua orelha eu sussurrei  versos de Brecht: Amo virtude com traseiro. E no traseiro virtude pôr. A cada verso, e procurei resgatar da memória todos que eu conhecia, sussurrado na orelha, seu corpo tremia e ela movimentava, vigorosamente, a mão sobre o grelo. Nossa festinha durou a noite inteira. Como prêmio, ganhei um belo fellatio. Na Antiguidade, ela me explicou, era uma prática apreciadíssima. As experts no assunto eram as fenícias e as espanholas de Cádiz. Haviam casas de prostituição especializadas em sexo oral e suas praticantes eram muito boas no que faziam. Estátuas eram erguidas em seus nomes! Outra expert, Teletusa de Cádiz, reza a lenda, era capaz de devolver o vigor até ao homem mais idoso e caído. Quanto a mim, disse com um sorriso cínico, deitando a cabeça sobre o meu peito, aprendi esta arte com uma velha cortesã argentina. No tempo em que eu estudava no Conservatório Nacional, sonhando que poderia ser a próxima Martha Argerich, e divida o quarto, com outras moças do interior, na casa da velha cortesã. Ao se aproximar, ela iniciou a felação pelos testículos, explorando toda a parte interna das coxas. Indo para o pênis depois. Desta maneira, ela usou as mãos enquanto sugava a glande, deixando sua língua fazer todo o trabalho, vagarosamente. Poderia dizer que desde então, nunca mais experimentei tal prazer. Amanhecia quando a deixei na estação. Durante o caminho de volta recordei, em voz alta, versos do chileno Neruda. Ao longo da manhã, descobri ou sonhei que descobri alguma maravilha. Inegável que na noite anterior eu havia conhecido horas de triunfo. Quanto ao nome dela, me faltou atenção e memória para guardar. Por isso a perdi na vida, nada mais.

 Marcel Pinie