A Festa da insignificância – Milan Kundera –

festa

A edição limitada, capa dura, do livro de Kundera é como uma guloseima, numa confeitaria centenária, cuja receita é trancada a sete chaves e o segredo vem de gerações. O detalhe chato é que só é produzida de tempos em tempos. Kundera é assim. De tempos em tempos ele nos brinda com uma guloseima literária. A festa da insignificância, 2013, editada no Brasil pela Companhia das letras, é o doce do momento para os leitores deste autor Tcheco, radicado em Paris desde 1975. Demorou, pois desde 2002 ele não publicava uma ficção. Kundera é daqueles escritores que dominam o espaço interno e externo de suas tramas. Vai além de um mera descrição ou caracterização. Para os leitores antigos, A festa da insignificância perturba tanto quanto o romance “A brincadeira”, lançado pelo autor em 1967 na cidade de Praga. Para o autor, no romance “A brincadeira”, a vida não passa de uma brincadeira. Um longo ato de amor pode ser de fato um ato de ódio. Entre a realidade e o que parece ser a realidade interpõe-se toda uma gama de possibilidades.  Passados 47 anos o autor nos brinda com a resposta a todos estes questionamentos através de quatro vozes. Os quatro amigos, que se encontram numa festa esquisita, questionam o mundo atual e a si mesmo com ironia e inteligência. Destes questionamentos resta a fina ironia e a tristeza da insignificância. Que nas palavras do autor, servem de resposta incondicional, aos questionamentos deste mundo pós comunismo e de uma sociedade que coloca no umbigo o centro do erotismo. “A insignificância, meu amigo, é a essência da existência. Ela está conosco em toda parte e sempre. Ela está presente mesmo ali onde ninguém quer vê-la: nos horrores, nas lutas sangrentas, nas piores desgraças. Isso exige muitas vezes coragem para reconhecê-la em condições tão dramáticas e para chamá-la pelo nome. Mas não se trata apenas de reconhecê-la, é preciso amar a insignificância, é preciso aprender a amá-la”.

M.P.

Anúncios

Ricardo Piglia – O caminho de Ida da literatura Argentina

ricardo

Ricardo Piglia é um dos autores argentinos mais importantes do momento. Nascido em Adrogué, Província de Buenos Aires, é autor de “Respiração Artificial”, “Dinheiro queimado” e outros. O texto de Piglia é das antigas, com narrativa linear e tramas que mesclam  literatura policial e o aprofundamento psicológico dos personagens. Ele narra e descreve  dand0 fluidez e agilidade à história – dois elementos imprescindíveis em um bom romance policial. Mas engana-se quem pensa que os livros de Piglia sejam de fácil leitura.  Avesso às experimentações, o argentino Piglia é um típico herdeiro da literatura latina e dos autores eruditos. A mistura Borges, Greene e literatura Noir garantem histórias de tirar o folego. Uma delas pode ser conferida no cinema: “Plata Queimada”.  Piglia transita entre os meandros da literatura argentina e nos apresenta um intercâmbio entre as ideias contemporâneas e as ideias intelectuais antigas. Autores desconhecidos do grande público, como Arlt e Enrique Ossorio,  também costumam aparecer em suas histórias. Em “Respiração Artificial”, uma das metáforas mais sombrias dos nossos tempos, em que precisamos de um ar artificial para poder sobreviver, acompanhamos Renzi, espécie de alter-ego do autor, navegar por entre vozes e textos de uma argentina esquecida e sonhada. É o mesmo Renzi que retorna agora no romance  “O caminho de volta” para dar um seminário sobre W. H. Hudson, numa Universidade americana da Costa Leste. Mas isto é uma outra história.

 

Porcelana de Meissen – Marcas & dicas para reconhecimento

 

 

MEISSEN_capa_baixaUm guia pratico, escrito em português e ricamente ilustrado. Traz as marcas oficiais da manufatura de Meissen e as marcas que imitam as famosas espadas cruzadas. Editado em formato e-book pela Nogueira Editorial. Essencial para colecionadores, pesquisadores e entusiastas da porcelana alemã. A editora em breve pretende lançar uma série de guias tendo como tema a porcelana europeia. Você pode adquirir o e-book no site da Amazon, Mercado Livre ou na pagina da editora no Facebook.

Curta nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/nogueiraeditorial?ref=hl

site da editora: http://www.nogueira-editorial.weebly.com

Compre no MercadoLivre: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-576841537-ebook-porcelana-de-meissen-marcas-e-dicas-para-reconheciment-_JM

Compre na Amazon: http://www.amazon.com.br/Porcelana-Meissen-Marcas-dicas-reconhecimento-ebook/dp/B00LH3QH7O/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1406501973&sr=8-1&keywords=meissen

Capa: Projeto gráfico de Daniele Lugli.

– Porcelana de Meissen – Marcas e Dicas para reconhecimento –

Nogueira Editorial

marcelUma das vantagens da Internet é a chance que temos de difundir e aprender sobre novos assuntos. É possivel o acesso a obras raras e que dificilmente estariam a nossa disposição. Hoje os colecionadores conseguem pesquisar e avaliar melhor suas aquisições com poucos cliques. Obviamente que o desejo de aprender é o combustivel para esta busca. Porcelanas seduzem desde a antiguidade. Reis, Rainhas e Imperadores cobiçavam este tesouro desenvolvido por alquimistas.  Um dos objetivos deste livro é disponibilizar informações para colecionadores e interessados que desejam melhorar suas coleções. A Amazon esta disponibilizando este e-book para Kindles e Ipads. Mostrando as marcas falsas e as que imitam a marca original da manufatura alemã.  O E-book sobre a porcelana de Meissen esta em português. Em breve será lançado a versão em inglês. Ricamente ilustrado com as marcas. Ferramenta util e de grande importância para colecionadores e comerciantes. Em breve a editora pretende lançar outros títulos.

Meissen –

Ver o post original 17 mais palavras

Onde os escritores escrevem – Parte 1 –

Phillip Roth.
Phillip Roth
Susan Sontag photographed by Annie Liebovitz #writers #workspaces #sontag
Susan Sontag

Aonde se esconde o escritor? Eu tenho que para melhor fluir a escrita é necessário espaço, silêncio e luminosidade controlada. Longe dos burburinhos e falatórios. Nesta série de fotos, grandes mestres, são fotografados no seu ambiente de trabalho.  Caóticos.

Stephen King at work #writers #workspace #stephenking
Stephen King
Albert Einstein at his desk: "If a cluttered desk signs a cluttered mind, of what, then, is an empty desk a sign?" #writers #workspace #einstein
Eisntein

 

Anais Nin and her diaries in a bank vault
Anais nin

 

Anatole France – Voce conhece?

anatoleEste senhor, de perfil luminoso, cuja obra não foi traduzida em sua totalidade para o português  e cujo crime foi ter ganho o Nobel de literatura em 1921, concorrendo contra Bernard Shaw, H.G. Wells, W. Yeats e Henri Bergson, chama-se Anatole France.   Desconhecia sua obra até descobrir a primorosa tradução de Marcos de Castro, editada pela Record,  “O crime de Sylvestre Bonnard”. É sem dúvida  um gigante da literatura francesa. Seu personagem Sylvestre Bonnard é  um dos mais simpáticos e cativantes   da  literatura produzida no século XIX. Deve ser complicado nascer e escrever no mesmo palco onde viveram nomes como Balzac, Proust, Baudelaire e tantos outros. Podemos resumir a literatura francesa num desenho, destes que exibem os traços, claros e precisos, de um Da Vinci ou Holbein. Arrisco escrever que a figura do jovem seria Rimbaud e a figura madura seria Anatole France. Para aqueles que fazem da leitura um caminho de aperfeiçoamento e descobertas, fica difícil, a medida que devoramos tudo que nos cai nas mãos, descobrir novos autores e obras que nos remetam as primeiras surpresas da leitura. Falo daquela sensação absurda que nos invade quando terminamos de ler um Kafka ou um Vitor Hugo, pela primeira vez. Euforia que mais se assemelha ao primeiro mergulho no mar. Depois tudo é uma tremenda festa! Até que conheçamos os poemas de Jim Morrison, a prosa corrosiva de Burgess ou até mesmo as vanguardices e ismos do século XX. Tudo se acalma para o leitor que atinge estes píncaros. Mas a grata surpresa, dos primeiros textos, volta em grande estilo quando descobrimos um novo autor. No meu caso em um estilo claro e bem polido. O estilo de Anatole France. O mesmo estilo que influenciou Hemingway, Conrad e tantos outros. Pena que haja poucas traduções em português. Terrível; a constatação de que tantos leitores experimentados não conheçam a obra deste parisiense da gema. Nenhum outro escritor, sem ofensa a Balzac e Proust, exaltou a cidade de Paris, em todo seu esplendor e glória, com tanta maestria e paixão. Quando questionado sobre a arte de escrever dizia apenas três palavras: “Clareza, clareza e clareza.”

M.N.

Paulo Coelho – Curiosidades II

 

paulobalao6 A foto acima traz a matéria publicada pela revista VEJA, em 22 de agosto de 1990. A matéria dava um cacete no escritor e trazia curiosidades sobre os 03 livros publicados. Até então Brida havia vendido 100.000 cópias, o alquimista tinha seus direitos negociados, com a Rede Globo, por US$ 50.000 dólares. O livro “O alquimista” tinha suas ilustrações e linguagem tosca, segundo a matéria da revista, criticados na reportagem. Foi a primeira matéria de VEJA sobre o autor. Publicada há mais de 20 anos. paulobalão2

As fotos com balãozinho ilustram uma matéria, escrita por Diogo Mainardi, Livros, publicada na revista VEJA. Nem é preciso escrever que a matéria dava um cacete no escritor. Diogo Mainardi, terminou a matéria escrevendo: “Afinal, há tanta literatura em Paulo Coelho quanto nas minhas meias encardidas.” O Título da matéria era “Periquito de realejo – Dando voz a um anjo tolo, o mago Paulo Coelho reúne ensinamentos que valem tanto quanto meias sujas.”

Abaixo, publicada na extinta  revista Manchete, o duelo Lair Ribeiro x Paulo Coelho.paulair

Publicada em Agosto de 1993, pela extinta Manchete. Paulo Coelho se defende das críticas e parte para cima de Lair Ribeiro. Na época um dos grandes vendedores de livro da década de 90. A matéria traz uma entrevista com os dois escritores. Na época, ambos, foram destaques da VI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Paulo Coelho publicava pela Rocco e Lair pela Editora Objetiva.

Matéria publicada no extinto JORNAL DA TARDE, em 10/09/1992.

São Paulo que eu gosto/Paulo Coelhopaulocoelhosãopaulo